sexta-feira, 13 de março de 2009

O que é a mente?


A mente, ou consciência, está no coração da teoria e prática buddhistas, e nos últimos 2.500 anos, meditadores vêm investigando-a e usando-a como um meio de transcender a existência insatisfatória e de atingir a paz perfeita. Diz-se que toda felicidade, comum e sublime, é atingida pela compreensão e transformação de nossa própria mente.

Um tipo de energia não-física, a função da mente é conhecer, experienciar. É a própria consciência. É clara por natureza e reflete tudo o que experiencia, assim como um lago calmo reflete as montanhas e florestas que estão ao seu redor.

A mente muda de momento a momento. É um continuum sem início, como um fluxo sempre em movimento: o momento-mental prévio dá origem a este momento-mental, que dá origem ao próximo momento-mental e assim por diante. É o nome geral dado à totalidade de nossas experiências conscientes e inconscientes: cada um de nós é o centro de um mundo de pensamentos, percepções, sentimentos, memórias, sonhos — tudo isto é a mente.

A mente não é uma coisa física que tem pensamentos e sentimentos; essas próprias experiências são a mente. Por ser sem matéria, ela é diferente do corpo, apesar de mente e corpo serem interconectados e interdependentes. Este relacionamento explica porque, por exemplo, as doenças e desconfortos físicos podem afetar a mente, e por que as atitudes mentais, por sua vez, podem dar origem tanto à cura quanto aos problemas físicos.

A mente pode ser comparada a um oceano, e os eventos mentais momentâneos — como a felicidade, a irritação, as fantasias e a tristeza — às ondas que sobem e descem sobre sua superfície. Assim como as ondas podem ser apaziguadas para revelar a calma das profundezas do oceano, assim também é possível acalmar a turbulência de nossa mente para revelar sua clareza natural.

A habilidade para fazer isto está dentro da própria mente, e a chave para a mente é a meditação.

Fonte > http://www.dharmanet.com.br/bhavana/

Por que meditar?


Todos querem a felicidade, mas apenas alguns de nós parecem encontrá-la. Em nossa busca pela satisfação, vamos de um relacionamento para outro, de um trabalho para outro, de um país para outro. Estudamos arte e medicina, treinamos para ser jogadores de tênis e datilógrafos; temos filhos e carros de corrida, escrevemos livros e plantamos flores. Gastamos nosso dinheiro com elaborados aparelhos de som estéreo, computadores pessoais, móveis confortáveis e férias ao sol. Ou tentamos nos voltar para a natureza, comer alimento integral, praticar yoga e meditar. Nada mais do que tudo o que fazemos é uma tentativa de encontrar a felicidade real e de evitar o sofrimento.

Nada há de errado com qualquer uma dessas coisas, nada há de errado em ter relacionamentos e posses. O problema é que as vemos como se elas tivessem alguma habilidade inerente de nos satisfazer, como se fossem uma causa de felicidade. Mas elas não podem ser, simplesmente por que elas não duram. Tudo, por natureza, muda constantemente e eventualmente desaparece: nosso corpo, nossos amigos, todos os nossos pertences, o ambiente. Nossa dependência sobre coisas impermanentes e nosso apego à felicidade que é como um arco-íris trazem apenas causas de desapontamento e tristeza, não satisfação e contentamento.

Nós experienciamos felicidade com coisas externas a nós, mas ela não nos satisfaz verdadeiramente ou nos livra de nossos problemas. É uma felicidade de qualidade ruim, inconfiável e de vida curta. Isto não significa que devamos abandonar nossos amigos e posses para sermos felizes. Ao invés disso, o que precisamos abandonar são os nossos conceitos errôneos sobre eles e nossas expectativas irrealistas do que eles possam fazer por nós.

Não apenas os vemos como permanentes e capazes de nos satisfazer; na raiz de todos os nossos problemas, está a nossa visão fundamentalmente errada da realidade. Acreditamos instintivamente que as pessoas e coisas existem em e por si mesmas, uma "coisidade" inerente. Isto significa que vemos as coisas como se tivessem certas qualidades que residissem naturalmente nelas, como se fossem, por sua própria parte, boas ou ruins, atrativas ou não. Estas qualidades parecem estar lá fora, nos próprios objetos, bem independentes do nosso ponto de vista e de tudo mais.

Nós pensamos, por exemplo, que o chocolate é inerentemente delicioso e que o sucesso é inerentemente satisfatório. Mas certamente, se eles fossem assim, nunca falhariam em nos dar prazer ou nos satisfazer, e cada um iria experienciá-los da mesma maneira.

Nossa idéia errônea é profundamente enraizada e habitual, ela colore todos os nossos relacionamentos e procedimentos com o mundo. Provavelmente, raramente questionamos se a maneira pela qual nós vemos as coisas é ou não a maneira pela qual realmente existem, mas uma fez que façamos isso, será óbvio que a nossa imagem da realidade é exagerada e parcial, que as qualidades boas ou más que nós vemos nas coisas são realmente criadas e projetas pela nossa própria mente.

De acordo com buddhismo, há uma felicidade duradoura e estável, e cada um tem o potencial para experienciá-la. As causas da felicidade estão dentro da nossa própria mente, e o método para atingi-la pode ser praticado por qualquer um, em qualquer lugar, em qualquer estilo de vida — vivendo na cidade, trabalhando oito horas, constituindo família, divertindo-se nos fins de semana.

Praticando este método — a meditação — podemos aprender a ser felizes a qualquer hora, em qualquer situação, mesmo nas difíceis e dolorosas. Conseqüentemente, podemos nos livrar de nossos problemas, como a insatisfação, o ódio, a ansiedade, e finalmente, ao realizar o verdadeiro modo das coisas existirem, vamos eliminar completamente a própria fonte de todos os estados perturbados da mente e, então, eles nunca mais surgirão novamente.

Fonte > http://www.dharmanet.com.br/bhavana/

quinta-feira, 5 de março de 2009

O que acontece quando você medita?


Nossa mente dá significado a tudo aquilo que percebemos através dos sentidos. Quando olhamos para uma flor, automaticamente este estímulo gera uma série de interações em nossa consciência fazendo nossa mente buscar em nossa memória e categoriza tudo, flor amarela, com esse nome, pois tem esse formato, este cheiro, etc.

Pois bem, quando você parar sua mente, sua percepção do objeto ao qual se concentra não será mais baseada em uma experiência sensorial e sim em um outro tipo de percepção mais abrangente e mais rápida pois não estará limitada pelo tempo, espaço e memória.

Para entendermos melhor, imagine uma maçã que pode ser sentida de forma tátil, oufativa, gustativa, visual e através de alguns registros auditivos do som da maçã sendo cortada por uma faca, cortada pelos seus dentes, etc.

Imaginemos um cego, ele não tem a parcepção visual da maçã. Se ele fosse um azarado e também não pudesse sentir gostos, fosse surdo, não sentisse cheiros e por fim não tivesse nenhum sentido. Para ele a maçã não existiria, mas ela existe.

Essa existência que está além das formas, cheiros e sons pode ser percebida por um outro orgão perceptivo que nos humanos ainda está muito mal desenvolvido e só nos dá vislumbres de percepções.

A meditação é justamente parar a máquina barulhenta da mente para que então este outro orgão perceptivo possa entrar em funcionamento e nos deixar perceber a “existência” daquilo que nos cerca e de nós mesmos sem a influência dos sentidos, lógica e razão. Isso é meditar.

Se não lembrar de nenhuma explicação deste texto basta lembrar desta: meditar é parar de pensar, ponto!

Fonte > http://swasthya.marcocarvalho.com/o-que-e-meditar/

A necessidade de acreditar


O ser humano não tem outra alternativa se não acreditar em alguma coisa a mais do que o simples desenrolar dos fatos.
Precisa ir além de si mesmo, ter esperança, ter iniciativa, motivação, capacidade de realização.
A disciplina da vontade nem sempre é vigorosa porém.
A acomodação diante de fatos é bem comum.
Então, diante do roldão da necessidade, a austeridade atinge o ser humano. O corpo começa a ser castigado pelas privações, pressões e problemas.
Aí o caráter se molda.
È preciso aprender esta cultura do trabalho de forma mais positiva. Antecipar problemas e soluções, avançar no sentido de motivação coerente e lógica. Isso exige capacidade de pensamento, disciplina, persistência, mas sobretudo fé.
O homem de fé visualiza seus objetivos e os atinge.
Tem firme a vontade no alvo que quer conquistar e conquista.
Pode demorar.
As variações podem acontecer, como fatores de ensino, para moldar o caráter, a vontade e as virtudes.

Os mafiosos também tem vontade. Fazem campanha política, montam empresas, burlam a lei e se instalam nos legislativos, executivos e por aí afora. Os mafiosos roubam de colarinho branco e gravata, enquanto o povo tem sono. Desesperançado o povo dorme nas dificuldades em transformar o conjunto macro da obra social terrena. Incapaz de lutar e temendo a transformação da luta, o povo se embriaga nos bares, reclama nas praças, mas não avança na questão de reivindicar melhores condições de vida. Seus direitos e deveres são confusos. Pão e circo. Somos um jovem pais, somos ainda um pálido reflexo de uma sociedade primitiva, apesar de boa índole, primitiva.

Falar sobre a boa índole do brasileiro que não quer guerra é positivo. Mas também temos a síndrome do “Zé “, o zé da vila, o zé preguiça, o zé, abreviatura de José, mas que fica mais bonitinho, pequenininho, malandro. O Zé Carioca, Zé do Ferro, Zé do Caixão, Zé da Vila, Zezé.
Os brasileiros foram acostumados a pensar pequeno.
As elites brasileiras não.
Estas incorporaram a cultura européia do empreendedorismo. São capazes de avançar, de colocar para funcionar suas ações, suas forças, seu positivismo. Empresários, profissionais liberais, artistas, comerciantes, usam da vontade e da persistência e atingem seus objetivos.

Depois da chuva vem o sol. Depois da tempestade a bonança. Mas para espantar o sono da preguiça imoral que atinge o brasileiro, é preciso carregar as dores do corpo e da alma com mais vontade, para resolver e lutar contra as depressões da inércia. É assim mesmo. Deixamos o tempo passar e passa rapidamente o tempo. Quando olharmos para trás, é preciso saber o que estamos fazendo. É preciso acordar para o destino de que o agora é que precisa ação. Carregar sobre os ombros o grande peso da força e da verdade. Buscar no movimento as forças do talento, da pesquisa, da tentativa, da experiência e da virtude.

Mas para isso é preciso esperança e “esperança é a última que morre”....

Fonte > http://www.gazetadecaxias.com.br/colunas_e_blogs/migueljr/arquivos/julho/2007/

Mentalização 23 – Fonte de Luz




Que a sublime paz exuberante
Dos planos onde não há traço de discórdia...
A paz suprema
Que é inabalável no reino celestial,
Envolva a quem se permite vibrar nesta freqüência de iluminação.

Somos a chama que cresce
Para arder bem alto
Acima das limitações humanas,
Iluminando nosso mundo
E aquecendo os corações.

Queremos que este movimento de mentalização
Crie cada vez mais o ambiente propício
Para a vida vibrante dos seres libertos.
Livres de julgamentos,
Livres de auto-condenações,
Livres de temores,
Pois a graça amorosa da divina fonte
Jorra sobre nós agora e sempre.

Tudo será transformado.
Tudo será requalificado
Para que afinal
A população de todo este planeta
Possa viver a alegria
De seguir sem amarguras
Sem temer o dia seguinte,
Sem se recolher
Pela falta de opções para a expansão de seu brilho interior.

É tempo para a antecipação da felicidade que virá.
É tempo de acelerar a fé
Pois fomos informados, pelos guardiões do planeta,
Que o amor do Pai é infinito
E que nenhum deste rebanho se perderá.

Você que está diante destas palavras,
Gire agora a chave mestra do seu espírito,
A chave de ligação com a mente de Deus.
O elo que faz a intersecção
Entre você e a sua potência ilimitada.

Retire o controle que concedeu aos desvios do mundo
E reconecte-se
Com o oceano infinito de vida de onde veio,
A luz cósmica que pulsa
Com ilimitada potência dentro de você.
Nós não somos nossos corpos.
Não somos nossas crenças pré-concebidas.

Somos muito mais que isto.
Somos a expressão da vontade do Criador,
Manifestando-se em cada indivíduo.

Temos este dom de manifestar o poder da luz.
Tratemos de manifestá-la ininterruptamente
Para romper com os velhos padrões viciados
Romper com o medo
Romper com a ira
E ser apenas paz exuberante
Com a elegância das aves do paraíso.

Vamos irradiar esta luz do ser humanizado,
Para que esta expressão de nossa natureza divina
Crie nesta hora uma onda de tudo que qualificamos,
Com tudo que queremos de melhor para nós,
Para o próximo,
Para todos os seres vivos,
Para o nosso querido planeta.

Expandindo-se com suprema majestade,
Numa nuvem colorida que vai
Encobrindo o planeta Terra,
Compondo novas realidades
De harmonia criadora e auto-sustentada.

É um momento de perfeição este,
Quando de coração aberto
Sentimos aproximar-se de nós
Uma energia de alta qualidade,
Que vai invadindo a alma,
Retirando as impurezas,
E assumindo a função de apaziguar o espírito
Criando um mar de tranqüilidade.

Entramos na sintonia da ordem universal,
Poder Máximo,
Configurado pelo abundante amor que faz a vida acontecer.
Que é um constante nascimento
E é permanentemente recriado por todos os seres, poderes e atividades da luz,
Que habitam a vastidão do infinito.

Esta força amorosa da criação está aqui agora.
Está sempre esperando o momento em que podemos parar um pouco,
Em boa sintonia,
E penetrar os canais de nosso ser cósmico,
Revelando a doce impressão
Do modo como a vida pode e deve ser sentida constantemente.

Todas as dificuldades passarão,
Restando a completa maestria,
Na interação com o bem-estar,
Que se faz presente
Quando sentimos a vibração das dimensões superiores.

Estas dimensões de luz começam dentro de nós,
Quando nos predispomos a irradiar o bem,
Pois é dando que se recebe.

E para intensificar a freqüência desta estrada de luz
Das oitavas superiores
Que agora nos envolve,
Vamos com grande tranqüilidade
Mentalizar o primeiro afago recebido por mão materna
Em cada um dos habitantes da Terra,
Encarnados e desencarnados.

Vamos visualizar as tenras crianças,
Envoltas nos braços de quem lhes dava assistência.
Sendo acariciadas, sendo amadas,
Sendo observadas com atenção e ternura.
Sintamos esta apaziguante sensação
Desse instante na vida de cada um.

(Pausa)

Há uma impressão de calor humano no ar.
Há uma percepção de quem sabe o que é sentir este calor materno.
Pois mesmo os mais sofridos, até mesmo os órfãos,
Tiveram de alguém um momento de afago e proteção.

E nesta faixa de percepção
Envolvemos agora a Terra
E todas as suas criaturas,
Com estas ondas calorosas de afeto,
Paz protetora,
E um sentimento de reverência perante a vida.

(Pausa)

A humanidade da Terra está carente de luz.
Está infeliz pela falta de amor nos corações.
É tempo então de expandir cada vez mais
Um coeficiente maior dos raios de amor,
Luz calmante,
Luz reconfortante,
Que sai do coração de quem se apresenta
Para contribuir com energia mental,
Distribuindo a luz interior.
E nada pode haver de melhor que uma luz compartilhada.

Invocamos a atenção do Grande Espírito,
Para que nos envolva com a presença eletrônica
Do seu amor infinito.
E nesta faixa somos faróis na escuridão,
Somos a prova de que o amor sempre vencerá.

Seguimos à frente,
Sem olhar para trás,
Apenas distribuindo o perfume doce
Das rosas de brilho intenso
Que brotam do nosso coração.

Que todas as pobres almas que vagueiam nas trevas da ilusão
Sejam tocadas pelas sutis emanações
Desta poderosa vontade que agora irradiamos.

Que todos fiquem em paz,
Que sejam possuídos pelo antídoto de toda insensatez,
O eterno Bem que brota agora de nós,
Como a água brota de um simples olho d’água
E se avoluma até formar imensas cachoeiras.

Criamos correntes de cura,
Na freqüência desta mentalização.
A cura das moléstias do corpo, agora invocamos,
E principalmente a cura dos males do espírito.

De mente a mente vai fluindo esta corrente.
De alma a alma é o equilíbrio que retorna.
De coração a coração
É o amor que vai purificando nosso mundo,
Reajustando as criaturas a um perfeito equilíbrio,
À reconquista da sincronia com as leis universais.

Somos poucos mas venceremos.
Pois é o pouco acrescido da infinita misericórdia,
Da abundância divina que percorre a vastidão cósmica,
Mantendo a ordem em todos os setores,
Trazendo de volta as ovelhas desgarradas do rebanho da luz
E precisa apenas de uma pequena abertura
Em nossa consciência,
Como esta agora criada,
Neste momento de mentalização,
Para projetar-se em nosso íntimo, fazendo milagres,
Para infiltrar-se no seio da humanidade,
Irrigando as sementes,
Que em poucos anos serão árvores frondosas,
Gerando frutos imensos de pura luz,
Que saciarão a fome, a sede e todas as carências humanas.

Perseveremos nas atividades redentoras,
Nos processos de oração, mentalização
E prática da fraternidade.

Sempre conscientes do poder que está conosco,
Pois é a vontade do Pai para cada um de nós.

Nunca estamos desamparados,
Mas não devemos desamparar a nós mesmos,
Recusando o mentalismo,
Que vai criando um futuro na vitória do amor,
E consequentemente inunda-nos
De todas as dádivas ao amor relacionadas.

O aumento no amor próprio,
Que é fruto deste exercício de amar,
É o que promove o transbordar de nosso cálice,
E faz irrigar tudo ao nosso redor
Com a luz do Eterno Bem.

E bem-aventurados são todos os que irradiam
A vontade do amor para o mundo,
Para todos os mundos e dimensões,
Onde há seres carentes de paz e alívio de suas aflições.

Estes são os futuros eleitos,
Os que em breve estarão livres da carga de todo sofrimento,
Pois mesmo sem sair de seus lares
Já estão conectados
Com a vontade divina para as suas criaturas
E assim serão sempre supridos de soluções e providências.

Que o vórtice dos sete raios
Seja derramado agora
Envolvendo a Terra inteira,
Brilhando intensamente
Com a máxima potência,
Para que todos sejam livres, puros e felizes.

E assim mais uma vez
A luz venceu a escuridão.

Um campo de proteção seja mantido
Em torno dos que fazem esta mentalização.

Fonte > http://bethreis.blogspot.com/2008/03/mentalizao-23-fonte-de-luz.html

terça-feira, 3 de março de 2009

Manaskriyá, a mentalização criativa


Esta é uma técnica usada para desenvolver, unificar e direcionar o potencial mental que, de modo geral, está disperso. Essa técnica nada tem a ver com auto-sugestão ou hipnose, mas consiste em concentrar a energia do pensamento de forma que seja criado no plano mental o objetivo que desejamos ver realizado em outro plano qualquer da nossa existência. Manaskriyá significa literalmente atividade mental.

A atividade rotineira, dispersiva, reduz consideravelmente a capacidade de realização que possuímos. Com a mentalização unificamos essa energia psíquica que habitualmente se encontra dispersa e nos concentramos em um objeto só, de maneira que este se cristalize na realidade. Ao criar esse alvo no plano mental, estamos criando ao mesmo tempo um substratum psicológico favorável para que ele se manifeste no mundo objetivo.

Visualizar é transformar idéias ou conceitos abstratos em imagens mentalmente visíveis.

No Universo, todo é energia em forma de vibração. O pensamento também é uma manifestação dessa energia, que vibra em um plano mais sutil. Ao unificar os pensamentos, fazemos um processo de condensação dessa energia, concentrando e desenvolvendo o nosso potencial e precipitando, criando no plano mental o que desejamos concretizar.

Isto tem diversas aplicações práticas no nosso dia a dia. Um pensamento potencializado facilita a realização de qualquer objetivo. Claro que isto não é instantâneo, nem se trata de ficar sentado fazendo pedidos. Se precisa de muita persistência para se chegar lá; a velocidade da realização de algum objetivo vai depender da quantidade de energia mental e física investida nele. Através do manaskriyá vamos direcionar os efeitos da prática de acordo com os nossos interesses. Apresentamos a seguir quatro recursos, que poderão ser utilizados durante o seu sádhana pessoal.

Visualização de cores

Cada cor tem um efeito bem definido sobre o ser humano, nos diversos planos da existência. No sádhana, pode ser utilizada a visualização de diversas cores, conforme os objetivos do praticante. As cores escolhidas devem ser sempre claras, suaves e luminosas. Evite as escuras, carregadas, pesadas, muito quentes ou demasiado frias.

O alaranjado é estimulante, vitalizante, energético e está relacionado à saúde fisiológica.
O rosa vibra afetuosidade, carinho, amor, compreensão.
O verde esmeralda é a cor da paz, alegre e extroversor.
O azul turquesa tranqüiliza, relaxa e descansa.
A cor lilás vibra proteção, meditação, subtilização kârmica.
O violeta neutraliza o karma negativo e eleva a tônica vibratória.
O dourado ativa o poder mental, a realização e as funções psíquicas e está ligado à vida e ao calor do sol.

Faça a respiração completa. Ao inspirar, visualize a cor com a qual você irá trabalhar como se fosse uma infinita quantidade de minúsculas esferas luminosas preenchendo o ar à sua volta. Acompanhe esses pontos de luz colorida visualizando que eles penetram pelas narinas a cada inspiração, percorrendo os condutos respiratórios e chegando até os pulmões.

Durante a retenção com ar visualize que os alvéolos absorvem a luz e que ela passa para o sangue, banhando o seu corpo por dentro e impregnando cada célula. Ao exalar imagine essa cor emanando pelos poros, como se fosse um vapor brilhante. Imagine o seu corpo irradiante como o sol, vibrando nessa cor. Repita o exercício diversas vezes.

Uma outra forma de se fazer este exercício é direcionando a cor para algum ponto específico, uma região do organismo que você quiser beneficiar ou alguma circunstância que desejar influenciar.

Mentalização direcionada

Quando quiser ver realizado um objetivo qualquer, deverá visualizá-lo diariamente. Para aumentar a força de visualização é importante que os pensamentos permaneçam estáveis, fixos nessa contemplação. Faça vários ciclos de respiração completa e ritmada, visualizando luz dourada envolvendo o seu espaço vital e imagine no interior de sua cabeça uma tela mental. Projete nela uma imagem ou uma série de imagens que representem o seu objetivo da forma mais clara possível, como se ele já estivesse acontecendo. Conclua o exercício visualizando todo o seu corpo brilhando como um sol dourado.

Manaskriyá para despertar kundaliní

Na posição de meditação da sua preferência, utilize a respiração completa, mantendo o ritmo quadrado e visualizando o prána entrando pelas narinas. Inspire de forma lenta, profunda e controlada, direcionando e concentrando o prána no múládhára chakra, que começa a ser ativado e adquire uma coloração de brasas incandescentes. Durante a retenção com os pulmões cheios visualize a kundaliní na forma de uma serpente ígnea, ascendendo pelo interior da sushumná nádí. Na sua ascensão, kundaliní desperta e ativa cada chakra, fazendo com que eles se desenvolvam e brilhem intensamente. Faça jihva bandha e múla bandha. Na expiração sinta a força no ájña chakra, ativando e despertando as potencialidades deste centro: mente superior, conhecimento e intuição linear. Ao reter a respiração com os pulmões vazios, mentalize que essa energia chegou no sahásrara chakra, na forma de luz dourada e começa a jorrar desde o alto da cabeça. Repita o exercício diversas vezes, mantendo sempre clara a imagem da ascensão da energia ígnea até o padma coronário.

Manaskriyá para ativar os chakras

Na posição e atitude anterior, direcione o prána na inspiração para o chakra que quiser desenvolver. Visualize a bioenergia na forma de milhões de minúsculas esferas luminosas penetrando nesse centro. No tempo da retenção, kúmbhaka, imagine este chakra tornando-se intensamente luminoso, com a sua cor própria. Visualize-o pulsando, enquanto executa mentalmente o bíja mantra correspondente. Ao exalar imagine o chakra irradiando luz e energia em todas as direções. Com os pulmões vazios, permaneça em contemplação, sempre concentrado no centro de força que estiver ativando. Você poderá fazer um ciclo sobre cada centro ou vários ciclos naquele chakra específico sobre o qual estiver trabalhando.

Extraído do livro Guia de Meditação.

Fonte > http://www.yoga.pro.br/artigos.php?cod=303&secao=3032

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A unidade perdida de todas as coisas.


No princípio, tudo era uma coisa só e a diversidade do mundo e do homem ainda não existia. O caos primordial, potencialidade absoluta, é também unidade absoluta. E a criação foi a mutilação desta unidade. A diversidade, fonte do conflito, da perplexidade, da solidão, inaugurou a história das coisas.

O homem percebeu que a ordem cósmica é constituída por estes ciclos de conflito / aproximação, pelo qual a vida e o mundo se renovam, que é por esta dialéctica dos contrários que a realidade muda e permanece. É neste jogo de oposições e complementaridades que está a essência de tudo o que existe.

Todos estes elementos complementares e contraditórios participam num sistema maior, do sistema original do próprio universo. Deste ponto de vista, toda a diversidade se torna apenas aparência, porque todas as coisas partilham da mesma natureza e é a sua unidade, não a sua diversidade, a verdade substancial.

Assim, todas as culturas exploram, sob várias formas, a intuição da unidade fundamental de todas as coisas. Seja através do weltgeist de Hegel, do Logos de Heráclito, do άπειρον (o indeterminado, o ilimitado de Anaximandro), da natureza de Buda, ou do Tao.

Por muitos caminhos temos procurado a saída para esta angústia permanente, de sermos limitados e sós, de estarmos em confronto e dependência do outro. Lutando contra o outro (negando-o), amando-o (fundindo-nos com o outro), ou procurando apagar o eu, como forma de resolver a contradição com o outro.

Este foi o caminho trilhado, desde cedo, pelo budismo mayana, mas que atingiu uma subtileza de outro nível, quando entrou em contacto (em diálogo e em conflito) com o pensamento taoista, nos obscuros séculos V e VI da nossa era. Deste contacto de ideias - o mais profundo do inconsciente de um continente inteiro! - há de nascer a intuição universal (e universalista) do budismo zen.

Conta-nos o mito que Gautama Sâkyamuni, príncipe herdeiro de um pequeno reino do sopé dos Himalaias (que terá vivido cerca de 560 a 480 a.c.), atingiu a iluminação (despertar – Bodhi, donde budismo) aos trinta e cinco anos, após ter abandonado uma vida de luxo e prazeres, para se dedicar exclusivamente à meditação. Nesta sua súbita e espontânea intuição, Gautama conclui que a tudo é maya (ilusão), que a aparente diversidade e conflito do mundo que nos rodeia é ilusória, porque é impermanente, mutável, caótica, mesmo.

Assim, o homem está fechado no ciclo da acção (karma) e reacção, sob o véu de maya, desejando, agindo, sofrendo, morrendo e renascendo (o ciclo do samsara), afastado da contemplação da verdade. Vivemos, num estado de desejo e insatisfação perpétua.

De facto, nunca estamos satisfeitos, pois quando obtemos algo que desejávamos, logo novo desejo nasce dentro de nós. Perante a aparente mudança e conflito contínuos (à nossa volta, entre nós e connosco próprios), temos noção da nossa fragilidade, da nossa finitude, limitação e contingência. Assim, criamos necessidades para nos proteger e alhear da impermanência das coisas. Este estado de tensão permanente (dukha), torna-nos escravos dos nossos desejos, incapazes de ver a verdade, incapazes de ser felizes.

E a maior ilusão, a mais difícil de vencer (e especialmente para nós, ocidentais) é a ilusão do eu. Se, em essência, todas as coisas são uma e toda a diversidade, toda a separação é ilusória, também o nosso ser (atman) individual é ilusório. A personalidade individual é a grande fonte de dukha.

Assim, só pelo abandono de todos os desejos e, em última instância, pela negação da nossa própria individualidade conseguiremos contemplar a verdade, e abandonar o ciclo de nascimento-renascimento.

É preciso compreender que não se trata aqui de uma negação do eu no sentido negativo. Uma morte da personalidade. Não. O que se pretende atingir, nomeadamente através da meditação, é uma tranquila neutralidade, uma aceitação pacífica da existência, em última instância, um silenciar da confusão de pensamentos, angústias e preocupações que escondem de nós o absoluto.

E a verdade que se busca compreender é que partilhamos da natureza universal de todas as coisas. Todos somos – mesmo que o não vejamos – Buda.

A dificuldade em conseguirmos atingir esta verdade vem de ela ser demasiado simples e estar demasiado perto de nós (somos nós). A nossa perspectiva analítica do conhecimento, que passa sempre pela distância entre o observador e o observado, não nos permite derrubar esta barreira.

Estes termos não se aplicam de maneira nenhuma, pois, afinal, aqui estamos a falar da absoluta identificação entre sujeito e objecto de conhecimento. Logo, todo o discurso sobre o zen é inútil e inadequado, como diz o antigo provérbio: "Aqueles que sabem, não falam. Aqueles que falam, não sabem."

Assim, todos os termos explicativos que possamos empregar para descrever o despertar (em japonês satori) serão sempre impróprios. O budismo zen, na tradição taoísta procura antes um “apontar directamente”. Como cita Watts: “Fora do ensinamento; à parte da tradição. Não fundamentado em palavras e letras. Directamente apontando para a mente do homem. Aprofundando a natureza própria e alcançando o estado de Buda.”

Assim, no budismo zen, o despertar não se atinge através de nenhum longo caminho de exercícios penosos, esforços ou sacrifícios. Pretende-se extinguir o desejo e não apenas encaminhá-lo noutra direcção. Como escreve Seng-ts'an (o terceiro patriarca do budismo zen, morto em 606): “Segue a tua natureza e harmoniza-te com o Tao; / Avança calmamente e abandona as inquietações. / Se os teus pensamentos estão amarrados estragas o que é genuíno... / Não sejas antagónico ao mundo dos sentidos, / pois quando lhe não és antagónico / verificas ser ele o mesmo que o completo Acordar. / A pessoa sábia não se esforça / o homem ignorante ata-se a si próprio... / Se trabalhas a tua mente com a tua mente / como podes evitar uma imensa confusão?”

Assim, o despertar é, tal como na natureza, um processo que se realiza espontâneamente. Pelo não agir, pelo não pensar. “Sentando-se tranquilamente, nada fazendo.” (o za-zen) O satori é algo que surge subitamente, inesperadamente, como um relâmpago de iluminação. E os relatos falam-nos de mestres que atingiram o despertar nas circunstâncias mais prosaicas, trabalhando, comendo, passeando. Enfim, fazendo tudo o que nos é natural.

Esta ideia da iluminação súbita e inesperada, repete-se por muitas religiões. No cristianismo, Paulo de Tarso (São Paulo) é fulminado subitamente pela epifania na estrada de Damasco, Santo Agostinho passeia no seu jardim quando lhe surge surge um livro e a voz de deus que lhe diz: “Tolle. Lege”, (Toma. Lê.).

Da mesma forma, em todos os continentes, o transe místico dos xamãs, que lhes permite contactar com o mundo dos espíritos, é conseguido pela alienação do estado normal do homem. Pela dança obsessiva, pela ingestão de drogas, pela música (a mais poderosa das drogas!), mas sempre por uma transfiguração / anulação do individuo.

Os momentos de visão religiosa ou de iluminação são sempre súbitos e inesperados. São os momentos em que nos abandonamos e permitimos à nossa auto-consciência baixar a guarda. São sempre o passo que se dá de olhos fechados. Quando abandonamos o limites estreitos do eu para reencontrarmos a substancia universal das coisas. Quando resolvemos o conflito pelo abandono do eu pessoal e partilhamos o eu universal para reencontramos a unidade perdida de todas as coisas.

"Havia qualquer coisa de indeterminado
antes do nascimento do universo.
Esta qualquer coisa é silenciosa e vazia.
É independente e inalterável.
Circula por toda a parte sem nunca se fatigar.
Deve ser a mãe do universo."
Tao-te-king (XXV) - Lao-tze

Fonte > http://os-olhos-de-ulisses.blogspot.com/2007/04/recuperar-unidade-perdida.html

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A cristalização do ser


O conflito está no homem. A menos que seja resolvido ali, não poderá ser resolvido em nenhum outro lugar. O desafio político está dentro de você; ele acontece entre as duas partes da mente.

Há uma ponte muito pequena. Se essa ligação for rompida por algum acidente, por algum defeito fisiológico ou por alguma outra razão, a pessoa fica dividida: ela se tornará duas pessoas -- e o fenômeno da esquizofrenia ou personalidade dividida, se manifestará.

Se a ponte for rompida -- e é uma ponte muito frágil --, então você se transformará em dois, passará a agir como duas pessoas. Pela manhã, você é muito amável, uma pessoa encantadora; à tarde, está muito bravo, completamente diferente. Você não irá lembrar-se de como foi de manhã... e como poderia lembrar-se? Era uma outra mente que estava funcionando -- e a pessoa se transforma em duas pessoas. Se essa ponte for fortalecida o bastante para que as duas mentes deixem de ser duas e se tornem uma só, então acontecerá a integração, a cristalização.
Aquilo que George Gurdjieff costumava chamar de cristalização do ser é apenas a transformação dessas duas mentes em uma só, o encontro do masculino e do feminino dentro de nós, o encontro do yin e do yang, o encontro do esquerdo com o direito, o encontro da lógica com o ilógico, o encontro de Platão com Aristóteles.

Osho Ancient Music in the Pines Chapter 1
Comentário:

A imagem da integração é a união mística, a fusão dos opostos. Este é um momento de comunicação entre dualidades da vida, anteriormente vivenciadas. Ao invés da noite opondo-se ao dia, a escuridão suprimindo a luz, as polaridades estarão trabalhando juntas para criar um todo unificado, transformando-se ininterruptamente uma na outra, cada qual contendo a semente do seu oposto no seu âmago mais profundo.
A águia e o cisne são ambos seres alados e majestosos. A águia é a encarnação do poder e da solitude. O cisne é a corporificação do espaço e da pureza, flutuando e mergulhando com suavidade no elemento das emoções, totalmente satisfeito e realizado em sua perfeição e beleza.
Nós somos a união da águia com o cisne: macho e fêmea, fogo e água, vida e morte. A carta da integração é o símbolo da autocriação, da vida nova e da união mística, conhecida também como alquimia.

Fonte > http://acrediteemvoce.blogspot.com/2008_04_01_archive.html

A exigência natural da alma




O que é Deus ?

No livro A Verdade da Vida, tive o cuidado de colocar entre parênteses as palavras “nosso Pai” depois da expressão “Grande Vida do Universo”, para que todos pudessem compreender seu significado. A Grande Vida do Universo é a fonte de onde se originou a nossa Vida. Aquele que é gerado é filho, e aquele que gera é pai. Portanto, é adequado o uso da expressão “nosso Pai do Universo” quando nos referimos à Fonte de nossa Vida. E de onde teria se originado o “nosso Pai do Universo”? Ele nunca nasceu. Sempre existiu. Por isso, dizemos que Deus é eterno, nunca nasceu e jamais morrerá.

Somos dotados de vida infinita

Por existir em nós a Vida de Deus, continuamos a viver mesmo após a morte do corpo carnal. Integrada na corrente da Vida do Pai, nossa Vida segue pela eternidade. O budismo também vem pregando uma visão de Vida semelhante desde antigamente.

É uma visão correta. Nossa Vida transcende as experiências terrenas porque segue junto com o fluxo da Vida de Deus. A Vida de Deus flui no canal chamado “corpo humano” e, depois de um determinado período, sai desse canal.

Quando a Vida sai do corpo de uma pessoa, dizemos que ocorreu a morte. Mas a Vida não morreu; ela saiu do “canal” e continua a fluir eternamente. A Vida do ser humano continua a existir mesmo após abandonar o corpo carnal, porque está integrada na Vida do Pai, na Grande Vida do Universo.

Talvez vocês perguntem: tanto a Vida que passou pelo canal chamado corpo carnal como a que ainda não passou, ou seja, tanto a Vida que foi concebida e surgiu neste mundo como a que ainda não foi concebida, acabam perdendo as respectivas peculiaridades e tornam-se uma só ao retornar para junto da Grande Vida do Universo (o Pai que rege o Universo)? Não é assim. Cada Vida individual mantém sua identidade e, ao mesmo
tempo, está integrada na Grande Vida do Universo.

Se colocarmos um pouco de água do mar num frasco, a água adquire a forma desse recipiente. Enquanto estiver dentro do frasco, a água apresentará essa forma peculiar. De modo análogo, quando a Vida se aloja no corpo carnal, adquire individualidade. A água do frasco, ao ser devolvida ao mar, perde completamente a forma que havia adquirido. Com a Vida do ser humano ocorre algo diferente: mesmo ao retornar ao “oceano da Grande Vida”, ela mantém sua individualidade.

Se, após a morte física, a Vida do homem terminasse como a água de um copo jogada no mar, isto é, perdesse
completamente a individualidade, não teria sentido as pessoas nascerem neste mundo como indivíduos, e cada qual vivenciar diversas emoções, esforçar-se para acumular experiências e se desenvolver. Tudo isso seria inútil. Seria um absurdo acreditar que Deus faz com que nós nos esforcemos a vida inteira para depois anular todo esse esforço. Por exemplo, de que adianta eu, Taniguchi, haver nascido, crescido, estudado, passado por situações que só eu podia vivenciar e, finalmente, ter conseguido o enriquecimento espiritual e o aprimoramento pessoal se tudo isso for anulado no momento em que o meu corpo carnal deixar de existir? Não teria sentido as pessoas se esforçarem, acumularem experiências e melhorarem cada vez mais se nada disso valer no final. Se o fim fosse igual para todos, tanto para os que se esforçaram e acumularam conhecimentos, para os que levaram uma vida dissoluta como para os que se entregaram à apatia e destruíram a própria vida, chegaríamos à conclusão de que talvez fosse melhor desistir de fazer qualquer esforço e morrer logo para voltar ao seio da Grande Vida. Não, essa não pode ser a finalidade de nossa existência. No âmago de nosso ser existe a intuição de que a nossa individualidade permanecerá para sempre, e é por isso que o esforço constante para melhorar tem sentido. Seria desnecessária a busca do aprimoramento se as pessoas que se esforçam e as que não fazem nenhum esforço se tornassem uma só ao voltar ao seio da Grande Vida. E se, para alcançar a iluminação, bastasse integrar-se à Grande Vida do Universo, seria melhor apressar-se a morrer do que perseverar nos esforços. Obviamente, essa idéia é absurda.

A exigência natural da Alma

Todos nós sentimos na alma a exigência natural de estabelecer uma clara diferença entre uma pessoa que se entrega à devassidão e acaba destruindo a si própria e outra que se esforçou constantemente até alcançar a iluminação espiritual. Essa exigência natural é tão lógica quanto a lei matemática que determina que dois são dois e não três. Nossa alma intui o que é correto e o que é errado, e essa intuição não falha. Por isso, sentimos o anseio natural, a necessidade premente, de nos aprimorarmos cada vez mais, e nos esforçamos para atender a essa necessidade. E, na busca do aperfeiçoamento, o que a nossa alma intui como sendo correto está de acordo com a Verdade. A alma é superior ao corpo. Portanto, não há dúvida de que ela não se extingue com a morte física.

Porque o homem não deseja a morte

A exigência natural da alma é o anseio por algo cuja existência o ser humano intui por meio da cognição transcendental.

Ninguém quer morrer. O desejo de viver é inerente a todo ser humano. Algumas pessoas dizem que querem morrer e tentam o suicídio. Mas, na verdade, elas também desejam viver; amarguradas com as circunstâncias que não lhes permitem viver da maneira como gostariam, recorrem ao ato extremo pensando em acabar com sua angústia. Pode-se dizer que é uma manifestação distorcida do desejo de viver plenamente. O desejo de viver é um anseio latente no âmago de nosso ser; trata-se de algo inato, transcendental, e não algo que se adquire pela experiência. Nossa essência é a Vida, e a Vida é uma energia que deve ser manifestada. Por isso, é inerente em todos o desejo de viver.

O desejo de progredir

O desejo de progredir também é inerente ao ser humano. Os meios para progredir na vida variam conforme as pessoas. Existem jovens que se dedicam aos estudos visando obter boas notas, moças que desejam encontrar um bom partido e constituir família, homens que querem conseguir um bom emprego e fazer sucesso na carreira. Há também os que preferem aperfeiçoar-se nos estudos a empenhar-se na carreira profissional.

São diferentes manifestações do desejo de se aprimorar, de evoluir. Se lhes perguntarem: “Por que querem progredir?”, não saberão explicar prontamente o motivo e dirão que simplesmente sentem necessidade de melhorar. Isso prova que o desejo de progredir é algo inato, ou seja, é uma exigência natural que vem do âmago da Vida, e nesse fato existe um significado profundo. Sabemos que, com o aprimoramento, nossa Vida adquire maior valor — em outras palavras, o aprimoramento implica aquisição de valor e nunca é inútil. Por isso, desejamos nos aprimorar. Pode-se apresentar diversos argumentos ou teorias a respeito do desejo de progredir. Mas o ponto fundamental é reconhecer que todos trazem latente em si esse desejo, tendo ou não consciência disso. Até mesmo vermes ou insetos aparentemente inúteis possuem o impulso de se desenvolver. E é por isso que ocorre o processo de evolução. Por que existe em todas as pessoas o desejo de progredir? Se o progresso conquistado nesta vida fosse anulado totalmente com a morte física, não seria lógico as pessoas sentirem a necessidade íntima ou o impulso natural de progredir. Se as pessoas são movidas por essa necessidade, esse impulso, é porque elas sabem, a priori, que o valor pessoal adquirido com seu progresso e seu aprimoramento nesta vida jamais será anulado.

Cada um de nós vive como um indivíduo, passa por experiências e treinamentos peculiares, acumula méritos e conquista o valor pessoal. É inconcebível que esse valor seja anulado com a morte do corpo carnal. O lógico é cada um conquistar o valor próprio, de acordo com seu grau de progresso: quem avançou dez passos deve obter o valor correspondente a esse empenho; quem avançou trinta passos, o valor correspondente a esse esforço, e assim por diante. Podemos afirmar que os valores peculiares que cada pessoa conquistou com esforços próprios passam a fazer parte da sua Vida individual, a qual não se extingue com a morte física; e que, por termos consciência disso, empenhamo-nos na busca do aprimoramento pessoal. Assim, considerando tanto o ponto de vista filosófico como o da ética prática, afirmamos que a Vida com características pessoais continua a existir mesmo após a morte do corpo.

(Fonte: A Verdade, vol. 5) - Do livro Você é Dono de Potencialidade Infinita pp. 48-53

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A História das coisas.



Você já se perguntou de onde vêm e para onde vão as coisas que consumimos? Até quando vai existir matéria-prima? O documentário A História das Coisas esclarece bem a situação.

Parte 1

http://www.youtube.com./watch?v=jROc509oYkw&feature=related

Parte 2

http://www.youtube.com./watch?v=lDED73H3CHc&feature=related

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Om


Na Índia, o mantra Om está em todas partes. Hindus de todas as etnias, castas e idades conhecem perfeitamente o seu significado. Ele ecoa desde a noite das idades em todos os templos e comunidades ao longo do subcontinente.

Om é a vibração primordial, o som do qual emana o Universo, a substância essencial que constitui todos os outros mantras, sendo o mais poderoso de todos eles. Ele é o gérmen, a raiz de todos os sons da natureza.

Com Om vamos até o fim o silêncio de Brahman (o Absoluto). O fim é imortalidade, união e paz. Tal como uma aranha alcança a liberdade do espaço por meio de seu fio, assim também o homem em contemplação alcança a liberdade por meio do Om.

Como fazer a vocalização correta sem nunca haver escutado este mantra da boca de alguém que sabe? O mantra se faz numa exalação profunda, e sempre em ritmo regular. Após a exalação vem uma inspiração nasal prolongada. Não pode haver tremor na voz ao repetir o mantra. A nota musical em que se emite o som não interessa em absoluto. É aquela que resultar mais natural para você. Quando houver mais pessoas junto, todos devem tentar afinar-se.

O Om começa com a boca aberta, emitindo um som mais parecido com um A, mantendo a língua colada no fundo da boca e a garganta relaxada. O som nasce no centro do crânio, se projeta para frente e vibra na garganta e no peito. Após alguns segundos de vocalização, a língua deve recolher-se para trás. Assim, aquele som similar ao A, se transforma numa espécie de O aberto, que vai fechando progressivamente.

No final, sem fechar a boca, a língua bloqueia a passagem de ar pela garganta e o som se transforma em um M, que em verdade não é exatamente um M, mas uma nasalização. Esta nasalização se chama anunásika em sânscrito, que significa literalmente com o nariz, e deriva da palavra násika, nariz. Mais claro, impossível. Em verdade, o mantra poderia grafar-se Aoõ. Neste ponto, o ar sai pelas narinas e o som vibra com mais intensidade no crânio. Aconselhamos que você treine colocando uma mão no peito e a outra na testa para perceber como a vibração vai subindo conforme o mantra evolui.

Porém, se você prestar atenção à vibração que acontece durante a vocalização, perceberá que ao emitir a letra o inicial (que começa como um A, não esqueça), a nasalização do M já está contida nela. Ou seja, é um som que se faz com o nariz, e não uma letra M. Ao perseverar na vocalização, você sentirá nitidamente que a vibração se origina no centro da cabeça e vai expandindo até abranger o tórax e o resto do corpo. Resumindo, o Om começa com a boca aberta e termina com ela entreaberta.

Fonte > http://pt.wikipedia.org/wiki/Om

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Imagem Verdadeira (Jissô)


A expressão "Imagem Verdadeira", a princípio, é uma tradução da palavra japonesa "Jissô". Uma tradução mais completa dessa palavra é "Aspecto Verdadeiro que exprime a Perfeição Original criada por Deus". Na Seicho-no-ie, aprendemos a verdade que somos Filhos de Deus, e que sempre fomos e seremos originariamente perfeitos. Fomos criados por Deus à sua imagem e semelhança. Portanto, somos espiritualmente perfeitos como Deus, por natureza. Assim, a imagem de homem pecador, doente, limitado, mortal e sofredor é falsa e transitória, pois não está em conformidade com sua verdadeira natureza. Mas a imagem de Filho de Deus, que expressa Perfeição e Harmonia, a imagem do homem tal como Deus o criou, isento de pecado, doença e morte, consiste a verdadeira imagem espiritual do homem, isto é, sua "Imagem Verdadeira". A "Imagem Verdadeira" não se refere somente à natureza humana, mas à de todas as coisas que possuem verdadeira existência, isto é, todos os seres e todas as coisas que foram criados por Deus. É a condição de Perfeição e Harmonia conforme Deus os criou. Dentro dessa natureza Original e Própria de cada um, os seres e coisas realmente existentes são a Vida de Deus.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Cem recomendações para a vida (Mestre Hsing Yün)


1.Descubra seu maior defeito e disponha-se a corrigi-lo.
2.Escolha até três exemplos de vida e determine-se a segui-los.
3.Tenha força e sabedoria para resistir às tentações do mundo.
4.Cultive a força da tolerância de forma a compreender, aceitar, assumir responsabilidades, ter determinação e melhorar as circunstâncias externas. Então, passe a cultivar a tolerância pela vida, a tolerância por todos os darmas e a tolerância pelos darmas não-surgidos de maneira a transformar o cultivo da tolerância em força e sabedoria.
5.Aprenda a se adaptar à pressão externa e não se deixe afetar por ela.
6.Seja ativo e destemido. Pense antes de agir.
7.Envergonhe-se do que ignora, do que é incapaz, do que o torna impuro e rude.
8.Faça com freqüência algo que toque o coração das pessoas.
9.Sinta-se bem sob qualquer circunstância, siga as condições corretas, esteja sempre livre de aflições e faça tudo com alegria no coração.
10.Ser corajoso e virtuoso é ter a capacidade de admitir os próprios erros.
11.Aprenda a aceitar perdas, falsas acusações, contratempos e humilhações.
12.Não inveje aqueles que praticam boas ações ou dizem boas palavras. Tenha sempre na mente, bondade e beleza.
13.Não empurre os outros para a beira do abismo; ao contrário, dê-lhes espaço para recuar — um dia eles poderão lhe ajudar.
14.Sirva àqueles que desejam fazer o bem, compartilhe um objetivo. Favoreça os outros e respeite seus anseios.
15.Seja amável e humilde ao relacionar-se com as outras pessoas. Expresse bondade em seu semblante e em sua fala.
16.A capacidade de doar traz abundância verdadeira.
17.Importe-se apenas com o que é certo ou errado; não se fixe em perdas e ganhos.
18.Deixe de lado pensamentos egoístas e dedique-se à justiça, à verdade e ao bem comum.
19.Viaje pelo mundo sob o céu estrelado. Vivencie a prática da procissão de mendicância pelo menos uma vez na vida.
20.Abra mão de todas as suas posses ao menos uma ou duas vezes na vida.
21.A cada quatro ou cinco anos, empreenda uma viagem sozinho.
22.Não se deixe cegar pelo amor. Não se traia por dinheiro.
23.Não bata de frente com as coisas — aprenda a arte de ser sutil.
24.Não há êxito sem persistência, diligência e determinação.
25.Desenvolva autoconfiança, expectativas em relação a si mesmo e metas pessoais.
26.Procure ouvir boas palavras e jamais esqueça o que elas significam.
27.Não desperdice o seu tempo. Faça planos e use o tempo com sabedoria.
28.Seja sempre sensato, pois a sensatez é imparcial e igual para com todos.
29.Lembre-se dos erros cometidos. Tenha-os sempre em mente para não repeti-los.
30.Seja qual for a sua função, desempenhe-a bem. Não olhe para os lados.
31.Faça tudo com boa intenção, verdade, sinceridade e beleza.
32.Não se apegue ao passado. Olhe sempre adiante.
33.Lute sempre pelos seus objetivos e vá longe.
34.Planeje sua carreira, use seu dinheiro com sabedoria, purifique seus sentimentos e não se apegue a fama e riqueza.
35.Desenvolva compreensão e visão corretas. Não se deixe levar cegamente pelos outros.
36.Renuncie a apegos insensatos e aceite a verdade com mente humilde.
37.Não faça intrigas nem espalhe rumores. Não se deixe influenciar por eles.
38.Aprenda a desenvolver sua mente, reformar seu caráter, recuar e dar guinadas em na vida.
39.Cultive méritos por meio de doações que estejam de acordo com sua capacidade, função, disposição e condição.
40.Creia profundamente no Darma e contemple todas as virtudes. Nunca faça o mal; pratique sempre o bem.
41.Não culpe os céus nem os outros por sua infelicidade, pois tudo tem sua causa e seu efeito.
42.Pense no bom e belo ao invés de pensar no que é triste e penoso.
43.Conquiste ao menos três tipos de habilitação ao longo da vida, como, por exemplo, para guiar automóveis, cozinhar, digitar, cuidar de enfermos, exercer a medicina, o magistério, o direito, a arquitetura etc.
44.Aprenda a articular bem a fala e a escrita. Aprenda a ouvir, a apreciar, a pensar, a cantar, a pintar e a desenvolver habilidades. Quanto mais se aprende, melhor. Aprenda, ao menos, metade disso tudo.
45.Leia ao menos um jornal por dia, para se manter em dia com o mundo.
46.Leia pelo menos dois livros por mês.
47.Mantenha uma rotina diária.
48.Cultive hábitos regulares de sono e alimentação.
49.Pratique exercícios físicos.
50.Mantenha-se longe de cigarro, álcool, pornografia e drogas. Administre e controle sua própria vida.
51.Pratique meditação por, pelo menos, dez minutos todos os dias.
52.Passe, pelo menos, metade de um dia sozinho, uma vez por semana.
53.Ao menos uma vez por mês, pratique o vegetarianismo, para nutrir seu coração de compaixão.
54.Ajude os outros e faça o bem sem esperar nada em troca.
55.Compartilhe sua alegria e compaixão com os demais.
56.Mantenha a capacidade de se auto-avaliar sob qualquer circunstância.
57.Reze pelos desafortunados, onde quer que você esteja.
58.Seja preciso em suas observações. Considere todos os ângulos e seja tolerante e compreensivo em relação aos outros.
59.Aprecie a vida, cuide dela e não a maltrate jamais.
60.Use seu dinheiro e suas posses com sabedoria. Não desperdice nem gaste demais.
61.Em tempos de alegria, contenha a sua fala; no infortúnio, não despeje sua raiva sobre os outros.
62.Não enalteça seus próprios méritos nem aponte os erros alheios.
63.Não inveje nem suspeite. Méritos advêm das realizações e da ajuda aos outros.
64.Não seja ganancioso em relação às posses alheias, nem mesquinho em relação às suas.
65.Demonstre coerência entre atitude e pensamento. Não seja iluminado na teoria e ignorante na prática.
66.Não fique sempre pedindo ajuda aos outros. Busque ajuda dentro de si mesmo.
67.Faça de sua própria conduta um bom exemplo. Não espere benevolência dos outros, mas de si mesmo.
68.Cultivar bons hábitos é a melhor maneira de manter uma vida íntegra e saudável.
69.É melhor ser não-inteligente do que não-compassivo.
70.A mente otimista é contemplada com um futuro brilhante.
71.Construa seu próprio destino. Corra atrás das oportunidades ao invés de esperar que elas caiam do céu.
72.Controle suas emoções e seu humor: não se deixe levar por eles.
73.Elogio e ofensa fazem parte da vida. Não se apegue a eles — conserve sempre a paz interior.
74.A doação de órgãos ajuda a prolongar a vida além de propiciar recursos para as vidas de outros seres.
75.Ouça o que os outros têm a dizer e anote a essência do que eles dizem.
76.Olhe para si mesmo antes de acusar os outros. Somente uma avaliação honesta de seus méritos e de méritos lhe dá o direito de julgar os demais.
77.Cumpra suas promessas.
78.Não viole o direito dos outros para beneficiar a si próprio. Favorecer os demais, às vezes, é imperioso.
79.Não sinta prazer em ridicularizar os outros. Ao contrário, aprenda a fazê-los felizes.
80.Não critique, por inveja, a benevolência do outro. Respeite-o e siga seu bom exemplo.
81.Não use de traição para obter vantagens.
82.Os privilégios devem, antes de tudo, ser oferecidos às outras pessoas.
83.Aprenda a aceitar as desvantagens. Saiba que, na verdade, elas são vantagens.
84.Não se apegue a perdas e ganhos. Não faça comparações entre o que você e os outros têm ou deixam de ter.
85.Seja sincero, impetuoso e educado.
86.Harmonia, paz e tranqüilidade são a chave para o relacionamento com as pessoas.
87.Respeito, reverência e tolerância são a tríade para manter boas relações com o mundo.
88.A raiva não resolve problemas. Somente uma mente tranqüila e pacífica pode ajudar você a lidar com a vida.
89.Relacione-se com pessoas virtuosas e bons mestres.
90.Não contamine os outros com sua tristeza, nem leve preocupações para a cama.
91.Busque prazer e alegria em tudo o que faz, e transmita isso a todos.
92.Seja grato aos benevolentes e aos que prestam auxílio. Deixe-se tocar por seus atos virtuosos.
93.Dê um toque de serenidade a tudo o que você fizer na vida.
94.Não existe dificuldade ou facilidade absolutas. O esforço transforma dificuldade em facilidade, enquanto a indolência torna o fácil difícil.
95.Ajude seus vizinhos e sua comunidade e participe dos eventos locais. Assim, você se tornará um voluntário da humanidade.
96.Só a humildade gera o bem. A arrogância não traz nada mais que desvantagem.
97.Aproxime-se de mestres virtuosos. Ouça-os, seja leal e não os desacate.
98.Ajudar os outros é ajudar a si mesmo. Ter consideração pelos outros significa cuidar e amar a si próprio.
99.Dê aos jovens oportunidades e ofereça-lhes orientação sempre que necessário.
100.Cuide de seus pais e seja amoroso com eles.

Fonte > http://hsingyun.dharmanet.com.br/cem.htm

terça-feira, 20 de janeiro de 2009




Estado de Graça [ 10-10-2008 ]

Estou caminhando pela Praia de Graçandu, Rio Grande do Norte. Um lugar encantador, onde a luz faz moradia de uma forma como não há em nenhum outro lugar. Sim, a luminosidade possui uma presença quase mística por lá.

No final de tarde, na companhia do vento forte, do som das ondas e de um pequeno “maçarico” (pássaro que se alimenta de pequeninos crustáceos á beira mar) que parece seguir meus passos enquanto caminho, tive uma das experiências mais contemplativas dos últimos anos. Ao longo de quatro dias presenciei o que os antigos cabalistas chamavam de hitbodedut (isolamento). Esse isolamento era uma busca por destacar-se das rotinas exatas que nos condicionam e procurar uma descontaminação da mesmice do dia-a-dia. Podemos dividir esse “isolamento”, em diversas categorias, entre elas, sonora, sensorial e visual. Uma espécie de “retiro” existencial que todos deveriam fazer pelo menos uma vez por ano. Enquanto ando pelas areias de Graçandu, penso no estrangulamento visual há que estamos acostumados.

E penso que, da mesma forma como devemos cuidar das coisas que comemos e do ar que respiramos, deveríamos também estar atentos as paisagens que contemplamos. A pergunta que deveríamos nos fazer com freqüência: Com o que os nossos olhos se alimentam?

A verdadeira vivencia espiritual depende de uma combinação de fatores essenciais para a vida e uma busca pela graça, a beleza.
É fácil achar a graça em Graçandu, eu sei. Mas é possível fazer isso em muitos lugares, em paisagens virgens aos olhos.

Dedique um tempo, que seja, de sua vida para contemplar a beleza de novas paisagens, isso vale por muitas meditações. Caminhar ao som do mar contemplando os movimentos do pequeno maçarico que saltitava ao recuo das ondas e bicava a areia a procura de alimentos foi uma oração cheia de beleza e luz.

Coloque o colírio da vida em seus olhos, carregue suas energias de luz e verá como isso contribuirá para sua iluminação. Faça uma terapia visual buscando um período de conforto, beleza e conteúdo espiritual em suas paisagens.

Você se sentirá livre por um bom tempo. Foram tantos meses lutando com monstros e olhando para abismos que quase não me dei conta que o abismo depois de um certo tempo também começa a olhar para você.

Apaixone-se pela vida, alimente-se de novas paisagens.

Mario Meir

Fonte > http://www.academiadecabala.com.br/cronica.php

sábado, 17 de janeiro de 2009

Bob Marley

Deixe fluir...


Não tenho me preocupado muito em saber para onde vou, como durante tanto tempo eu me preocupei. Curiosamente, experimento uma confiança de estar seguindo na direção do caminho que é meu, como nunca antes eu senti. Não há grandes acontecimentos que sinalizem isso. Apenas sinto. Apenas confio.
Estou aprendendo, ainda que com os inevitáveis tropeços de todo aprendiz, a permitir que o meu coração tenha mais espaço para me mostrar por onde ir.

Tenho deixado com mais freqüência que me conduza, porque ele faz isso sem esforço algum. Há uma leveza rara disponível nessa entrega. Ainda insisto, incontáveis vezes, no antigo e desgastante vício de tentar controlar tudo. Mas quando consigo simplesmente fluir no movimento espontâneo da vida, sinto que estamos conectados com uma inteligência amorosa, presente em tudo o que vive. Não sabemos de nada, mas ela sabe. E atrai para o nosso caminho as experiências, os encontros, o aprendizado de que precisamos para assoprar as densas nuvens que nos afastam do contato com o amor. Tudo se apresenta na medida e no momento adequados para que a nossa história seja desenhada com os traços que têm a ver com a nossa alma.

Em alguns pontos do caminho, vivenciamos circunstâncias desastrosas. Não temos idéia de como fomos parar lá. Ficamos enraivecidos, tristes e assustados. Pensamos em desistir, porque achamos que somos uma idéia que não deu certo e que a vida não vale a pena. Quando o vento passa e, mais tranqüilos, olhamos para trás, às vezes percebemos que o vento foi forte e também útil. Por mais incrível que pareça, sem ele talvez não soubéssemos outra maneira de sair do lugar. Percebemos que acaso é só um nome que arranjamos para chamar aquilo que ainda não conseguimos entender.

Texto de Ana Jácomo
http://anajacomo.blogspot.com/

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009


Ganesha - ou Ganesh - filho de Shiva e Párvati, é o deus do sucesso, sabedoria e superação de obstáculos, mas é também associado com a visão, aprendizado, prudência e força. Como deus do sucesso, seu nome é invocado no início de um evento importante. Como removedor de obstáculos, ele é invocado ao começo de qualquer jornada, casamento, ritos religiosos, construção de casas, a escrita de um livro ou mesmo uma carta.
A lenda conta que Ganesha era um menino muito bonito. Sua beleza era tão mágica e sua presença tão doce, que as pessoas não prestavam atenção na sua sabedoria e nem escutavam seus ensinamentos. Ficavam cativadas pela sua beleza sobrenatural.Para evitar isso, Shiva cortou sua cabeça e colocou a do elefante no lugar. Dessa forma, todos os que se aproximassem dele seriam libertados por sua sabedoria e não ficariam encantados pela aparência sedutora, mas ilusória. Quem buscasse seu concurso seria pelo objetivo do crescimento espiritual e não mais pelas firulas da vaidade.

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Simbolismos do Ganesha:
Grandes orelhas: ouça mais
Grande cabeça: pense grande
Olhos pequenos: concentre-se
Boca pequena: fale menos
Machado: corta fora todas as ligações acessórias
Mão em posição de bênção: bênção e proteção para o caminho espiritual supremo
Grande estômago: digestão pacífica de todo o bem e mal na vida
Corda: Colocar você mais próximo de sua maior vitória
Uma presa: reter o bem, descartar o mal
Tromba: grande eficiência e adaptação
Rato: desejo. A menos que, sob controle, pode causar frustração, você deve segurar o desejo e mantê-lo sob controle e não permitir que ele controle sua vida.

Fonte >> http://katiabueno.blogspot.com/search/label/Religi%C3%A3o

Você tem o hábito de juntar objetos inúteis no momento, acreditando que um dia (não sabe quando) poderá precisar deles?
Você tem o hábito de juntar dinheiro só para não gastá-lo, pois no futuro poderá fazer falta?
Você tem o hábito de guardar roupas, sapatos, móveis, utensílios domésticos e outros tipos de equipamentos que já não usa há um bom tempo?
E dentro de você?
Você tem o hábito de guardar mágoas, ressentimentos, raivas e medos?
Não faça isso. É antiprosperidade.
É preciso criar um espaço, um vazio, para que as coisas novas cheguem em sua vida.
É preciso eliminar o que é inútil em você e na sua vida, para que a prosperidade venha.
É a força desse vazio que absorverá e atrairá tudo o que você almeja.
Enquanto você estiver material ou emocionalmente carregado de coisas velhas e inúteis, não haverá espaço aberto para novas oportunidades.
Os bens precisam circular. Limpe as gavetas, os guarda-roupas, o quartinho lá do fundo, a garagem.
Dê o que você não usa mais.
A atitude de guardar um monte de coisas inúteis amarra sua vida.
Não são os objetos guardados que emperram sua vida, mas o significado da atitude de guardar.
Quando se guarda, considera-se a possibilidade da falta, da carência.
É acreditar que amanhã poderá faltar, e você não terá meios de prover suas necessidades.
Com essa postura, você está enviando duas mensagens para o seu cérebro e para a vida: primeira, você não confia no amanhã e; segunda, você acredita que o novo e o melhor não são para você, já que se contenta em guardar coisas velhas e inúteis.
Desfaça-se do que perdeu a cor e o brilho e deixe entrar o novo em sua casa e dentro de você!
"As pessoas são solitárias porque constroem paredes ao invés de pontes."

Texto de Joseph Newton

Fonte >> http://katiabueno.blogspot.com

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009



Certo dia, à margem de um tranqüilo lago solitário, a cuja margem se erguiam frondosas árvores com perfumosas flores de mil cores, e coalhadas de ninhos onde aves canoras chilreavam, encontraram-se quatro elementos irmãos: o fogo, o ar, a água e a terra. - Quanto tempo sem nos vermos em nossa nudez primitiva - disse o fogo cheio de entusiasmo, como é de sua natureza. É verdade - disse o ar. - É um destino bem curioso o nosso. À custa de tanto nos prestarmos para construir formas e mais formas, tornamo-nos escravos de nossa obra e perdemos nossa liberdade. - Não te queixes - disse a água -, pois estamos obedecendo à Lei, e é um Divino Prazer servir à Criação. Por outro lado, não perdemos nossa liberdade; tu corres de um lado para outro, à tua vontade; o irmão fogo, entra e sai por toda parte servindo a vida e a morte. Eu faço o mesmo. - Em todo o caso, sou eu quem deveria me queixar - disse a terra - pois estou sempre imóvel, e mesmo sem minha vontade, dou voltas e mais voltas, sem descansar no mesmo espaço. - Não entristeçais minha felicidade ao ver-nos - tornou a dizer o fogo - com discussões supérfluas. É melhor festejarmos estes momentos em que nos encontrarmos fora da forma. Regozijemo-nos à sombra destas árvores e à margem deste lago formado pela nossa união. Todos o aplaudiram e se entregaram ao mais feliz companheirismo. Cada um contou o que havia feito durante sua longa ausência, as maravilhas que tinham construído e destruído. Cada um se orgulhou de se haver prestado para que a Vida se manifestasse através de formas sempre mais belas e mais perfeitas. E mais se regozijaram, pensando na multidão de vezes que se uniram fragmentariamente para o seu trabalho. Em meio de tão grande alegria, existia uma nuvem: o homem. Ah! como ele era ingrato. Haviam-no construído com seus mais perfeitos e puros materiais, e o homem abusava deles, perdendo-os. Tiveram desejo de retirar sua cooperação e privá-lo de realizar suas experiências no plano físico. Porém a nuvem dissipou-se e a alegria voltou a reinar entre os quatro irmãos. Aproximando-se o momento de se separarem, pensaram em deixar uma recordação que perpetuasse através das idades a felicidade de seu encontro. Resolveram criar alguma coisa especial que, composta de fragmentos de cada um deles harmonicamente combinados, fosse também a expressão de suas diferenças e independência, e servisse de símbolo e exemplo para o homem. Houve muitos projetos que foram abandonados por serem incompletos e insuficientes. Por fim, refletindo-se no lago, os quatro disseram: - E se construíssemos uma planta cujas raízes estivessem no fundo do lago, a haste na água e as folhas e flores fora dela? - A idéia pareceu digna de experiência. Eu porei as melhores forças de minhas entranhas - disse a terra - e alimentarei suas raízes. - Eu porei as melhores linfas de meus seios - disse a água - e farei crescer sua haste. - Eu porei minhas melhores brisas - disse o ar - e tonificarei a planta. - Eu porei todo o rneu calor - disse o fogo - para dar às suas corolas as mais formosas cores. Dito e feito. Os quatro irmãos começaram a sua obra. Fibra sobre fibra foram construídas as raízes, a haste, as folhas e as flores. O sol abençoou-a e a planta deu entrada na flora regional, saudada como rainha. Quando os quatro elementos se separaram, a Flor de Lótus brilhava no lago em sua beleza imaculada, e servia para o homem como símbolo da pureza e perfeição humana. Consultaram-se os astros, e foi fixada a data de 8 de maio - quando a Terra está sob a influência da Constelação de Taurus, símbolo do Poder Criador - para a comemoração que desde épocas remotas se tem perpetuado através das idades. Foi espalhada esta comemoração por todos os países do Ocidente, e, em 1948, o dia 8 de Maio se tomou também o "Dia da Paz".

*Fonte >> http://www.viacapella.com.br/lotus.asp

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Sutra Sagrada - Autor: Masaharu Tanigushi (Seicho-No-Ie )


DEUS
O Deus da criação
transcende os cincos sentidos, e também o sexto sentido;
Sagrado, Supremo, Infinito.
Espírito que permeia o Universo, Vida que permeia o
Universo, Verdade, Luz, Sabedoria, Amor Absoluto,

- Isto é a grande Vida.
Sendo essa a natureza verdadeira de Deus Absoluto,
Quando Deus se revela, realizam-se
O bem, A justiça, A misericórdia

Por si se instala a harmonia
Ajusta-se cada um em seu respectivo lugar e não há
dissensões, não há quem lese o próximo, não há
quem sofra, não há que seja miserável.

Deus é o todo de tudo
Sendo Deus o todo de tudo e o absoluto, nada há
além de Deus.

Deus cobre toda a realidade.
De tudo aquilo que há, nada há que não tenha
sido criado por Deus.

Deus, ao criar todas as coisas,
não usa barro, não usa madeira, não usa martelo
não usa cinzel, não usa ferramenta nem matéria
prima de espécie alguma.

Cria unicamente com a Mente
A Mente é o Criador de tudo, A mente é a substância
que preenche o Universo.
A Mente é Deus onipotente e onipresente.

Quando a Mente deste Deus onipotente, deste
Deus perfeito, entra em vibração e se torna palavra,
desenvolve-se todo o fenômeno e todas as coisas
passam a ser.

Todas as coisas são Mente de Deus , tudo é palavra
de Deus, tudo é espírito, tudo é Mente, não há quem
seja feito de matéria.

A matéria é apenas sombra da mente , ver a sombra
e considerá-la Realidade é ilusão.

Cuidai para que não vos apegueis à Ilusão.

A Realidade é Eterna, por isso não perece,
A Ilusão é efêmera e em breve se desfaz.

A Realidade, porque é livre, não conhece sofrimentos
A Ilusão, porque é uma forma de apego , é farta
de dores.

A Realidade é Verdade. A Ilusão e falsidade
A Realidade transcende os cincos sentidos; transcende
inclusive, o sexto sentido e não se projeta a percepção
do homem.


ESPÍRITO
Os sentidos não captam senão projeções da mente.
Mesmo que vejais a imagem de um espírito pela
vidência, não estareis vendo a realidade. tudo que
podeis perceber através dos sentidos são projeções
da mente e não a Realidade Prima.

Existem várias imagens espirituais , existem espíritos
doentes, existem espíritos sofredores , espíritos que
não têm estômago e sofrem de doença gástrica,
espíritos que não têm coração e sofrem de doença
cardíaca, tudo isso é ilusão .

Se um desses espíritos influenciar alguém,
a pessoa influenciada apresentará ou uma doença
gástrica , ou uma doença cardíaca.

Mas, os vários espíritos sofredores que aparecem
na vidência, não são a realidade Prima, são sombras
de ilusões motivadas por crenças errôneas.

A mente que está em ilusão profunda, dá forma a
sua crença e manifesta uma imagem falsa.

Porém, seja qual for o aspecto manifestado, a
falsidade e eternamente falsa e jamais será a
realidade.

Não temais o que não é realidade.
Não considereis Real o que é irreal.

Enfrentai o irreal com o Real.
Enfrentai a mentira com a Verdade.
Enfrentai a aparência com a Essência.
Enfrentai a treva com a Luz.

Nada existe além do Real que destrua o irreal
Nada existe além da Essência que destrua a aparência.
Nada existe além da verdade que destrua a mentira.
Nada existe além da Luz que prove a inexistência da treva

Ensinai a eles a essência da vida é o próprio Deus e
é perfeição.
Ensinai que neste mundo não há pecado que tenha
sido cometido, nem a pecado a ser resgatado, porque
Deus é o todo, porque Deus não cria o pecado, porque
não há outro criador senão Deus.

Quando todas as vidas do Universo e todos os espíritos
do Universo verem essa verdade, e despertarem para
essa verdade e destruírem todas as ilusões mentais, as
quais constituem a causa de todos os sofrimentos, os
deuses todos derramarão coros de Verdades, os seres
vivos todos deste mundo verão a Luz, desaparecerão
todos os embaraços e este mundo, assim mesmo como
é , será o reino da Luz.

MATÉRIA
Não tomeis por realidade a matéria que percebeis
através dos sentidos.

A matéria não e´substância da coisa, não é vida,
não é verdade, na matéria em si não existe inteligência,
nem existe sensibilidade.

A matéria é afinal o "nada" e nela não existe qualidade
inerente.
O que atribui qualidade à matéria é a mente, e somente ela.

Pensando-se em saúde na mente, aparece a saúde.
Pensando-se em doença na mente, aparece a doença.

Esta circunstância se assemelha à tela cinematográfica, em
que aparece um lutador se nela for projetado um lutador, ou
um doente se nela for projetado um doente; porém o filme
cinematográfico em si é incolor e transparente, e nele não
existe lutador nem doente; as diversas imagens resultantes
da reação do sensibilizador que cobre o filme incolor e
transparente é que fazem aparecer ou a figura do lutador,
ou a figura do doente.

Porém, tanto o saudável lutador como o débil doente são
sombras que aparecem pela reação do sensibilizador e não
são a realidade.

Se colocardes no projetor um filme incolor e transparente
que não tenha imagens resultantes da reação do
sensibilizador e na tela projetardes esse filme , não
aparecerá o saudável lutador que em breve envelhece e
morre, nem aparecerá, é evidente , doente debilitado algum.

O que existirá na tela será unicamente a própria luz, a
própria Vida, que brilhará resplandecentemente

Compreendei-vos, agora mesmo, que vossa Vida é coisa
superior á do saudável lutador, por mais saudável que
esteja um lutador; desde que ele veja o corpo como
realidade, desde que veja o corpo como seu eu; ele é
um elemento perecível e não é verdadeiramente saudável.

A saúde verdadeira não está na matéria, não está no corpo;
a Vida verdadeira não está na matéria, não está no corpo;
vosso Eu verdadeiro não está na matéria, não está no corpo.
No âmago da matéria, no âmago do corpo, existe um ser
sumamente perfeito e maravilhoso.
Este, sim, é o vosso Eu perfeito, exatamente como Deus o
criou e é Vida eternamente saudável e imperecível.

Transcendei-vos, agora mesmo , a matéria e despertai para
a essência de vossa própria vida.

REALIDADE
A Realidade é eterna, a Realidade não adoece,
a Realidade não envelhece, a Realidade não morre,
ao fato de conhecer esta verdade se diz conhecer o
caminho.

A realidade porque é universal, é chamada Caminho.
O Caminho está com Deus; Deus é o Caminho é a
Realidade.

Aquele que conhece a Realidade, aquele que vive na
Realidade, transcende a desintegração e será
eternamente perfeição.

A vida conhece a vida e não conhece a morte.
Vida é sinônimo de Realidade.

A Realidade não tem principio nem fim, não se extingue
nem morre; por isso, a Vida também não tem principio
nem fim, não morre nem desaparece.

A Vida não está contida na escala do tempo, não está
contida na escala da caducidade, o tempo, pelo
contrário , está na palma das mãos da Vida, a qual
cerrada se torna um ponto e, aberta, se torna infinita.

Aquele que acredita ser jovem logo rejuvenescerá, e
aquele que se crê senil logo envelhecerá.

Também o espaço não é coisa que limite a Vida.
Pelo contrário, o espaço nada mais é que uma " forma
de reconhecer" criada pela própria Vida.

A Vida é senhor, o espaço é súdito.
As corporificações das idéias emitidas pela Vida e
projetadas no espaço dá-se o nome de matéria.

A matéria é originalmente nada e não possui
autonomia nem força.

O que faz parecer que a matéria possua autonomia e
também força para dominar a Vida é a " distorção"
ocorrida na ocasião da passagem da Vida por aquela
"forma de reconhecer".

Vede corretamente a Essência da Vida, sem vos apegar
a essa "distorção".

Aquele que conhece a Essência da vida transcende a
causalidade e alcança a liberdade harmoniosa da Vida
que é originalmente sem distorções.


SABEDORIA
A Sabedoria é Luz de Deus, é Luz que acompanha a
Realidade , é Luz infinita e onipresente que desconhece
restrições, porque não conhece restrições , está
presente em todas as coisas e ilumina todas as coisas.

O homem, sendo filho da Luz, e porque está sempre na
Luz, desconhece a escuridão, desconhece tropeços,
desconhece embaraços; como os anjos que passeiam
no céu como os peixes que nadam no oceano, passeia
no Mundo da Luz, pleno de Luz cheio de alegria.

Sendo a sabedoria Luz da iluminação espiritual, é
Verdade que ilumina e extingue as trevas da ilusão.

Somente a Verdade é Realidade.
A ilusão sendo apenas falta de conhecimento da
verdade, é tal qual um pesadelo.
Despertai do pesadelo.
Ocorrendo a iluminação espiritual , imediatamente este
mundo se torna o Paraíso pleno de luz , e o homem
revela a sua essência que é Vida plena de Luz.

Deus, Luz de infinita e universal Sabedoria,
Bem sem limitação,
Vida sem limitação,
Substancia de todas as coisas , é também Criador de
todas as coisas; por isso, Deus está presente em todos
os lugares.

Deus, é a onipresente Substância e também o
Criador, por isso :
unicamente o Bem é Força,
unicamente o Bem é Vida,
unicamente o Bem é Realidade ; logo;
não existe Força que não seja Bem,
não existe Vida que não seja Bem, e também
não existe Realidade que não seja Bem.

Força que não seja Bem , isto é, força que traz
infelicidade, não passa de pesadelo.

Vida que não seja Bem, isto e´a doença, não
passa de pesadelo.

Todas as desarmonias e imperfeições nada mais
são que pesadelos.

Sendo o pesadelo aquilo que dá força ativa à
infelicidade , à doença , à desarmonia , à imperfeição,
estas se assemelham às diabólicas opressões que , em
sonho, podem nos fazer sofrer, mas ao despertarmos,
percebemos que não existe força alguma para nos
oprimir; nós é que nos oprimimos com a nossa própria
mente.

Em verdade, as forças maléficas, a força que oprime a
nossa vida , a força que nos faz sofrer , não são forças
que realmente existem de modo objetivo; nada mais
são que dores criadas em nossa própria mente e
sofridas pela nossa própria mente.

Nas doutrinas que admitem Buda, chama-se a isto ilusão;
nas doutrinas que admitem Deus, chamam-no pecado.

Diz-se ilusão por não se conhecer verdadeiramente a
perfeita e harmoniosa Essência da Vida.

Diz-se pecado por se encobrir e não revelar a perfeita e
harmoniosa Essência da Vida.


ILUSÃO
Supor existente o que é inexistente, nisso consiste a ilusão
Diz-se ilusão o desconhecimento da Verdade.

Embora o prazer e a dor não estejam na matéria, julgam
que eles são pertinentes a matéria, ora perseguindo o prazer,
ora fugindo da dor
- a tal pensamento invertido se dá o nome de ilusão.

Embora a Vida não esteja na matéria, imaginam que ela
está na matéria
- a esse equívoco se diz ilusão.

Na verdade, a matéria está na mente.
Embora a mente seja senhor da matéria e todas as formas e
naturezas da matéria sejam criações da mente, acreditam
que a mente é dominada pela matéria, sofrem ou se
angustiam segundo as mudanças materiais e não
compreendem que a Essência de si próprio e de sua vida é
perfeição e Harmonia - a isso se diz ilusão.

A ilusão é ausência de Luz porque é o oposto da Verdade.
A ilusão é irreal porque se opõe a Realidade.

Tivesse a ilusão existência real, a dor e a angústia que
nascem da ilusão teriam também existência real.
Porém, porque a ilusão é ausência da Realidade, dor e
angústia são apenas pesadelos que certamente se desfarão
e não são a realidade.

PECADO
"Tem o pecado existência real?"
- indaga um querubim.

Ouve-se a voz do Anjo que assim responde:
Tudo que verdadeiramente existe são somente Deus e o
que vem de Deus.
Sendo Deus a perfeição, tudo que foi criado por Deus é
perfeição também.

Então pergunto: Considerais perfeição o pecado?
Responde o Querubim:
"Mestre, o pecado não é perfeição".

Prossegue o Anjo:
O pecado não é Realidade porque é imperfeição,
a doença não é Realidade porque é imperfeição,
a morte não é Realidade porque é imperfeição,
não considereis Realidade o que não foi criado dor Deus.

Não vos atemorizeis imaginando aquilo que é inexistente,
como num pesadelo.

Pecado, doença e morte, porque não são criações de Deus,
são irrealidades, são falsidades, embora usem a máscara
da Realidade.

Vim para arrancar essa máscara e mostrar a irrealidade do
pecado, da doença e da morte.

No passado, veio Sakyamuni com essa mesma finalidade.
Jesus Cristo também veio com essa finalidade.

Se o pecado existisse realmente , nem os budas todos do
Universo conseguiriam extingui-lo; nem mesmo a Cruz de
Jesus Cristo conseguiria extingui-lo.

Porém sois felizes, pois que o pecado é irrealidade , sombra
da ilusão, os budas todos do Universo remiram os homens
e bem extinguiram seus pecados.

Também Jesus Cristo usando apenas de palavras ,disse:
" São-te perdoados os teus pecados .

Eu também através da Palavra, e pelo poder da Palavra
revelo a natureza do pecado e faço com que o pecado
volte ao seu nada original.

Aquele que lê minhas Palavras extingue todos os pecados
pois, conhece o Aspecto Verdadeiro da Realidade .

Aquele que lê minhas Palavras extingue todas as doenças,
pois conhece o Aspecto Verdadeiro da Vida, supera a
morte e vive eternamente.

HOMEM
Eu sou a Verdade,
sou o Anjo enviado pela Verdade.
Sou a Luz que emana da Verdade.
sou a Luz que extingue a ilusão.
Sou o Caminho,
aquele que cumpre Minha Palavra não se afasta
do Caminho.
Sou a Vida;
aquele que bebe em mim não adoece, não morre.
Sou a Redenção;
aquele que chama por Mim será remido e viverá
no reino de Deus.

Tendo assim pregado o Anjo, torna o Querubim a indagar:
"Mestre, esclarecei a natureza real do homem".

Responde o Anjo:

O homem não é matéria ,
não é corpo carnal,
não é cérebro,
não é célula nervosa,
não é glóbulo sanguíneo,
não é célula muscular.

Nem o conjunto de tudo isso.
Conhecei bem a Essência do homem:

o homem é espírito,
é vida,
é imortalidade,
Deus é Fonte Luminosa do homem
e o homem é Luz emanada de Deus.

Não existe fonte luminosa sem luz,
nem existe luz sem fonte luminosa.

Assim como luz e fonte luminosa são um só corpo.
Deus e o homem são um só corpo.
Porque Deus é Espírito, o homem também é Espírito.

Porque Deus é Amor, o homem também é Amor.
Porque Deus é Sabedoria, o homem também é Sabedoria.

O Espírito não é peculiar à matéria,
O Amor não é peculiar à matéria,
A Sabedoria não é peculiar à matéria.

Portanto, o homem que é Espírito, que é Amor, que é
Sabedoria, nada tem a ver com a matéria.

O homem verdadeiro,
porque é Espírito,
porque é Amor,
porque é Sabedoria,
porque é Vida,
é incapaz de pecar.
é incapaz de adoecer.
é incapaz de morrer.

Há quem diga "Pecador! Pecador!".
Deus não criou pecador algum,
por isso, neste mundo não existe um pecador sequer.
O pecado é contrário à natureza verdadeira de filho
de Deus, a doença é contrária à natureza verdadeira
da Vida, a morte é contrária à natureza verdadeira
da Vida, pecado doença e morte não passam de
sombras das ilusões da mente que, em sonho, imagina
coisas inexistentes.

No mundo absoluto de Deus,
Deus e Homem são um só corpo,
Deus é a Fonte da Luz
e o homem é a luz emanada de Deus.

A ilusão fundamental que faz o homem ter o pesadelo
de que o pecado, a doença e a morte são existências
verdadeiras surgiu, em tempos remotos, da teologia
segundo a qual o homem é feito do pó da terra, e ,
nos dias atuais , da ciência moderna segundo a qual
o homem é feito de matéria.
Isso constitui a ilusão inicial que leva o homem a
imaginar o pecado, a doença , e a morte.

Quando se destrói essa ilusão inicial, é destruída a
causa fundamental do pecado, da doença e da morte
e estes voltam ao nada original.

Ao lerdes e conhecerdes a verdade,
se sois curados de doenças , e porque se destrói a
ilusão inicial, não existirá ilusão seguinte .
Não existindo ilusão alguma, porque o homem e
originariamente puro,
mesmo que deseje pecar, é incapaz de pecar;
não existindo ilusão alguma, porque o homem é livre
de doença,
mesmo que deseje adoecer , é incapaz de adoecer.

Não existindo ilusão alguma,
porque é originariamente Vida eterna,
é incapaz de morrer.

Portanto homens da face da terra, procurai com fervor
o vosso corpo verdadeiro, que é Espírito;
não procurais na matéria nem na carne, que são
produtos de ilusões.

Cristo disse " O Reino de Deus está dentro de vós".

Em verdade, em verdade, vos digo:
"Dentro de vós" é a "natureza verdadeira do homem"
é o homem Real.

Dentro de vós . isto é, a "natureza verdadeira", é
Homem Deus.

Aquele que o procura no exterior é um perseguidor
de ilusões e não consegue alcançar eternamente o
Reino de Deus.

Aquele que procura alcançar o Reino de Deus na
matéria é um perseguidor de ilusões e não consegue
edificar eternamente o Reino de Deus.

Cristo disse também:
" O meu reino não é deste mundo".
O Reino deste mundo não passa de simples sombra.
O Reino paradisíaco existe somente no interior.
Somente reconhecendo no interior o reino paradisíaco
aparecerá no exterior o reino paradisíaco como
projeção desse reconhecimento.
Somente reconhecendo no interior a Vida de saúde
infinita aparecerá externamente, no corpo, a saúde
perfeita como projeção desse reconhecimento.

Os cinco sentidos do homem não vêem senão o
"mundo da projeção".
Desejando purificar o "mundo da projeção", deveis
purificar a matriz da mente e eliminar as nódoas da
ilusão.

Eu vi que o mundo da matéria é realmente efêmero,
vi que o mundo da matéria nada mais é que sombra.

Vi também que o homem e luz emanada de Deus.
Vi também que o corpo é apenas sombra da mente.

A matéria nada mais é que sombra em mutação,
semelhante a sombra correntia do caleidoscópio.

Portanto vendo a sombra , não a considereis Realidade.
O homem, na sua essência, é Homem Deus,
é Espírito, eterno, indestrutível e imortal, e não é
máquina feita de matéria, nem é matéria preexistente,
em que se alojou o espírito;
tal dualismo é totalmente errôneo.

A matéria é antes, sombra do espírito, produto da mente,
assim como o casulo é produto do bicho-da-seda;
Não é no casulo preexistente que se aloja o bicho-da-seda;
o bicho-da-seda é que, expelindo o fio constrói o casulo e
nele se aloja.

Também o homem, cuja natureza real é Vida-Espírito
forma o casulo de carne tecendo os fios da mente e nele
instala a si próprio;
somente então o Verbo se faz carne.

Sabei claramente que o casulo não é o bicho-da-seda,
portanto que a carne não é o homem e não passa de
casulo do homem .
Em chegando a hora, assim como o bicho-da-seda rompe
o casulo e alça vôo como inseto adulto,
o homem também rompe o casulo de carne e ascende ao
mundo espiritual.

Não façais, em absoluto, da morte do corpo a morte do
homem.
Porque o homem é Vida,
Jamais conhece a morte,
segundo a mente,
segundo a oportunidade,
segundo a necessidade,
manifesta no corpo e no ambiente variadas situações,
porém a Vida em si não adoece,
a Vida em si não morre,
segundo a mudança da mente, livremente podeis
modificar vossa saúde e vosso ambiente.
Porém, chegará por fim a hora
em que a Vida não mais necessitara do casulo de carne.
Neste momento,
a Vida romperá o casulo de carne e ascenderá a um
mundo de muito maior liberdade.
Não façais disso a morte do homem.
Porque a essência do homem é Vida,
jamais lhe ocorre a morte.

Enquanto assim fala o Anjo,
ouve-se ecoar no céu uma sublime música angelical,
caem pétalas , não se sabe de onde , como que
glorificando as Verdades pregadas pelo Anjo.
(Fim da sutra sagrada)

Rogamos que as santas bênçãos desta se estendam
a todos seres vivos,e que nos juntamente com todos
eles, consigamos manifestar a Perfeição Interior.