segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A unidade perdida de todas as coisas.


No princípio, tudo era uma coisa só e a diversidade do mundo e do homem ainda não existia. O caos primordial, potencialidade absoluta, é também unidade absoluta. E a criação foi a mutilação desta unidade. A diversidade, fonte do conflito, da perplexidade, da solidão, inaugurou a história das coisas.

O homem percebeu que a ordem cósmica é constituída por estes ciclos de conflito / aproximação, pelo qual a vida e o mundo se renovam, que é por esta dialéctica dos contrários que a realidade muda e permanece. É neste jogo de oposições e complementaridades que está a essência de tudo o que existe.

Todos estes elementos complementares e contraditórios participam num sistema maior, do sistema original do próprio universo. Deste ponto de vista, toda a diversidade se torna apenas aparência, porque todas as coisas partilham da mesma natureza e é a sua unidade, não a sua diversidade, a verdade substancial.

Assim, todas as culturas exploram, sob várias formas, a intuição da unidade fundamental de todas as coisas. Seja através do weltgeist de Hegel, do Logos de Heráclito, do άπειρον (o indeterminado, o ilimitado de Anaximandro), da natureza de Buda, ou do Tao.

Por muitos caminhos temos procurado a saída para esta angústia permanente, de sermos limitados e sós, de estarmos em confronto e dependência do outro. Lutando contra o outro (negando-o), amando-o (fundindo-nos com o outro), ou procurando apagar o eu, como forma de resolver a contradição com o outro.

Este foi o caminho trilhado, desde cedo, pelo budismo mayana, mas que atingiu uma subtileza de outro nível, quando entrou em contacto (em diálogo e em conflito) com o pensamento taoista, nos obscuros séculos V e VI da nossa era. Deste contacto de ideias - o mais profundo do inconsciente de um continente inteiro! - há de nascer a intuição universal (e universalista) do budismo zen.

Conta-nos o mito que Gautama Sâkyamuni, príncipe herdeiro de um pequeno reino do sopé dos Himalaias (que terá vivido cerca de 560 a 480 a.c.), atingiu a iluminação (despertar – Bodhi, donde budismo) aos trinta e cinco anos, após ter abandonado uma vida de luxo e prazeres, para se dedicar exclusivamente à meditação. Nesta sua súbita e espontânea intuição, Gautama conclui que a tudo é maya (ilusão), que a aparente diversidade e conflito do mundo que nos rodeia é ilusória, porque é impermanente, mutável, caótica, mesmo.

Assim, o homem está fechado no ciclo da acção (karma) e reacção, sob o véu de maya, desejando, agindo, sofrendo, morrendo e renascendo (o ciclo do samsara), afastado da contemplação da verdade. Vivemos, num estado de desejo e insatisfação perpétua.

De facto, nunca estamos satisfeitos, pois quando obtemos algo que desejávamos, logo novo desejo nasce dentro de nós. Perante a aparente mudança e conflito contínuos (à nossa volta, entre nós e connosco próprios), temos noção da nossa fragilidade, da nossa finitude, limitação e contingência. Assim, criamos necessidades para nos proteger e alhear da impermanência das coisas. Este estado de tensão permanente (dukha), torna-nos escravos dos nossos desejos, incapazes de ver a verdade, incapazes de ser felizes.

E a maior ilusão, a mais difícil de vencer (e especialmente para nós, ocidentais) é a ilusão do eu. Se, em essência, todas as coisas são uma e toda a diversidade, toda a separação é ilusória, também o nosso ser (atman) individual é ilusório. A personalidade individual é a grande fonte de dukha.

Assim, só pelo abandono de todos os desejos e, em última instância, pela negação da nossa própria individualidade conseguiremos contemplar a verdade, e abandonar o ciclo de nascimento-renascimento.

É preciso compreender que não se trata aqui de uma negação do eu no sentido negativo. Uma morte da personalidade. Não. O que se pretende atingir, nomeadamente através da meditação, é uma tranquila neutralidade, uma aceitação pacífica da existência, em última instância, um silenciar da confusão de pensamentos, angústias e preocupações que escondem de nós o absoluto.

E a verdade que se busca compreender é que partilhamos da natureza universal de todas as coisas. Todos somos – mesmo que o não vejamos – Buda.

A dificuldade em conseguirmos atingir esta verdade vem de ela ser demasiado simples e estar demasiado perto de nós (somos nós). A nossa perspectiva analítica do conhecimento, que passa sempre pela distância entre o observador e o observado, não nos permite derrubar esta barreira.

Estes termos não se aplicam de maneira nenhuma, pois, afinal, aqui estamos a falar da absoluta identificação entre sujeito e objecto de conhecimento. Logo, todo o discurso sobre o zen é inútil e inadequado, como diz o antigo provérbio: "Aqueles que sabem, não falam. Aqueles que falam, não sabem."

Assim, todos os termos explicativos que possamos empregar para descrever o despertar (em japonês satori) serão sempre impróprios. O budismo zen, na tradição taoísta procura antes um “apontar directamente”. Como cita Watts: “Fora do ensinamento; à parte da tradição. Não fundamentado em palavras e letras. Directamente apontando para a mente do homem. Aprofundando a natureza própria e alcançando o estado de Buda.”

Assim, no budismo zen, o despertar não se atinge através de nenhum longo caminho de exercícios penosos, esforços ou sacrifícios. Pretende-se extinguir o desejo e não apenas encaminhá-lo noutra direcção. Como escreve Seng-ts'an (o terceiro patriarca do budismo zen, morto em 606): “Segue a tua natureza e harmoniza-te com o Tao; / Avança calmamente e abandona as inquietações. / Se os teus pensamentos estão amarrados estragas o que é genuíno... / Não sejas antagónico ao mundo dos sentidos, / pois quando lhe não és antagónico / verificas ser ele o mesmo que o completo Acordar. / A pessoa sábia não se esforça / o homem ignorante ata-se a si próprio... / Se trabalhas a tua mente com a tua mente / como podes evitar uma imensa confusão?”

Assim, o despertar é, tal como na natureza, um processo que se realiza espontâneamente. Pelo não agir, pelo não pensar. “Sentando-se tranquilamente, nada fazendo.” (o za-zen) O satori é algo que surge subitamente, inesperadamente, como um relâmpago de iluminação. E os relatos falam-nos de mestres que atingiram o despertar nas circunstâncias mais prosaicas, trabalhando, comendo, passeando. Enfim, fazendo tudo o que nos é natural.

Esta ideia da iluminação súbita e inesperada, repete-se por muitas religiões. No cristianismo, Paulo de Tarso (São Paulo) é fulminado subitamente pela epifania na estrada de Damasco, Santo Agostinho passeia no seu jardim quando lhe surge surge um livro e a voz de deus que lhe diz: “Tolle. Lege”, (Toma. Lê.).

Da mesma forma, em todos os continentes, o transe místico dos xamãs, que lhes permite contactar com o mundo dos espíritos, é conseguido pela alienação do estado normal do homem. Pela dança obsessiva, pela ingestão de drogas, pela música (a mais poderosa das drogas!), mas sempre por uma transfiguração / anulação do individuo.

Os momentos de visão religiosa ou de iluminação são sempre súbitos e inesperados. São os momentos em que nos abandonamos e permitimos à nossa auto-consciência baixar a guarda. São sempre o passo que se dá de olhos fechados. Quando abandonamos o limites estreitos do eu para reencontrarmos a substancia universal das coisas. Quando resolvemos o conflito pelo abandono do eu pessoal e partilhamos o eu universal para reencontramos a unidade perdida de todas as coisas.

"Havia qualquer coisa de indeterminado
antes do nascimento do universo.
Esta qualquer coisa é silenciosa e vazia.
É independente e inalterável.
Circula por toda a parte sem nunca se fatigar.
Deve ser a mãe do universo."
Tao-te-king (XXV) - Lao-tze

Fonte > http://os-olhos-de-ulisses.blogspot.com/2007/04/recuperar-unidade-perdida.html

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A cristalização do ser


O conflito está no homem. A menos que seja resolvido ali, não poderá ser resolvido em nenhum outro lugar. O desafio político está dentro de você; ele acontece entre as duas partes da mente.

Há uma ponte muito pequena. Se essa ligação for rompida por algum acidente, por algum defeito fisiológico ou por alguma outra razão, a pessoa fica dividida: ela se tornará duas pessoas -- e o fenômeno da esquizofrenia ou personalidade dividida, se manifestará.

Se a ponte for rompida -- e é uma ponte muito frágil --, então você se transformará em dois, passará a agir como duas pessoas. Pela manhã, você é muito amável, uma pessoa encantadora; à tarde, está muito bravo, completamente diferente. Você não irá lembrar-se de como foi de manhã... e como poderia lembrar-se? Era uma outra mente que estava funcionando -- e a pessoa se transforma em duas pessoas. Se essa ponte for fortalecida o bastante para que as duas mentes deixem de ser duas e se tornem uma só, então acontecerá a integração, a cristalização.
Aquilo que George Gurdjieff costumava chamar de cristalização do ser é apenas a transformação dessas duas mentes em uma só, o encontro do masculino e do feminino dentro de nós, o encontro do yin e do yang, o encontro do esquerdo com o direito, o encontro da lógica com o ilógico, o encontro de Platão com Aristóteles.

Osho Ancient Music in the Pines Chapter 1
Comentário:

A imagem da integração é a união mística, a fusão dos opostos. Este é um momento de comunicação entre dualidades da vida, anteriormente vivenciadas. Ao invés da noite opondo-se ao dia, a escuridão suprimindo a luz, as polaridades estarão trabalhando juntas para criar um todo unificado, transformando-se ininterruptamente uma na outra, cada qual contendo a semente do seu oposto no seu âmago mais profundo.
A águia e o cisne são ambos seres alados e majestosos. A águia é a encarnação do poder e da solitude. O cisne é a corporificação do espaço e da pureza, flutuando e mergulhando com suavidade no elemento das emoções, totalmente satisfeito e realizado em sua perfeição e beleza.
Nós somos a união da águia com o cisne: macho e fêmea, fogo e água, vida e morte. A carta da integração é o símbolo da autocriação, da vida nova e da união mística, conhecida também como alquimia.

Fonte > http://acrediteemvoce.blogspot.com/2008_04_01_archive.html

A exigência natural da alma




O que é Deus ?

No livro A Verdade da Vida, tive o cuidado de colocar entre parênteses as palavras “nosso Pai” depois da expressão “Grande Vida do Universo”, para que todos pudessem compreender seu significado. A Grande Vida do Universo é a fonte de onde se originou a nossa Vida. Aquele que é gerado é filho, e aquele que gera é pai. Portanto, é adequado o uso da expressão “nosso Pai do Universo” quando nos referimos à Fonte de nossa Vida. E de onde teria se originado o “nosso Pai do Universo”? Ele nunca nasceu. Sempre existiu. Por isso, dizemos que Deus é eterno, nunca nasceu e jamais morrerá.

Somos dotados de vida infinita

Por existir em nós a Vida de Deus, continuamos a viver mesmo após a morte do corpo carnal. Integrada na corrente da Vida do Pai, nossa Vida segue pela eternidade. O budismo também vem pregando uma visão de Vida semelhante desde antigamente.

É uma visão correta. Nossa Vida transcende as experiências terrenas porque segue junto com o fluxo da Vida de Deus. A Vida de Deus flui no canal chamado “corpo humano” e, depois de um determinado período, sai desse canal.

Quando a Vida sai do corpo de uma pessoa, dizemos que ocorreu a morte. Mas a Vida não morreu; ela saiu do “canal” e continua a fluir eternamente. A Vida do ser humano continua a existir mesmo após abandonar o corpo carnal, porque está integrada na Vida do Pai, na Grande Vida do Universo.

Talvez vocês perguntem: tanto a Vida que passou pelo canal chamado corpo carnal como a que ainda não passou, ou seja, tanto a Vida que foi concebida e surgiu neste mundo como a que ainda não foi concebida, acabam perdendo as respectivas peculiaridades e tornam-se uma só ao retornar para junto da Grande Vida do Universo (o Pai que rege o Universo)? Não é assim. Cada Vida individual mantém sua identidade e, ao mesmo
tempo, está integrada na Grande Vida do Universo.

Se colocarmos um pouco de água do mar num frasco, a água adquire a forma desse recipiente. Enquanto estiver dentro do frasco, a água apresentará essa forma peculiar. De modo análogo, quando a Vida se aloja no corpo carnal, adquire individualidade. A água do frasco, ao ser devolvida ao mar, perde completamente a forma que havia adquirido. Com a Vida do ser humano ocorre algo diferente: mesmo ao retornar ao “oceano da Grande Vida”, ela mantém sua individualidade.

Se, após a morte física, a Vida do homem terminasse como a água de um copo jogada no mar, isto é, perdesse
completamente a individualidade, não teria sentido as pessoas nascerem neste mundo como indivíduos, e cada qual vivenciar diversas emoções, esforçar-se para acumular experiências e se desenvolver. Tudo isso seria inútil. Seria um absurdo acreditar que Deus faz com que nós nos esforcemos a vida inteira para depois anular todo esse esforço. Por exemplo, de que adianta eu, Taniguchi, haver nascido, crescido, estudado, passado por situações que só eu podia vivenciar e, finalmente, ter conseguido o enriquecimento espiritual e o aprimoramento pessoal se tudo isso for anulado no momento em que o meu corpo carnal deixar de existir? Não teria sentido as pessoas se esforçarem, acumularem experiências e melhorarem cada vez mais se nada disso valer no final. Se o fim fosse igual para todos, tanto para os que se esforçaram e acumularam conhecimentos, para os que levaram uma vida dissoluta como para os que se entregaram à apatia e destruíram a própria vida, chegaríamos à conclusão de que talvez fosse melhor desistir de fazer qualquer esforço e morrer logo para voltar ao seio da Grande Vida. Não, essa não pode ser a finalidade de nossa existência. No âmago de nosso ser existe a intuição de que a nossa individualidade permanecerá para sempre, e é por isso que o esforço constante para melhorar tem sentido. Seria desnecessária a busca do aprimoramento se as pessoas que se esforçam e as que não fazem nenhum esforço se tornassem uma só ao voltar ao seio da Grande Vida. E se, para alcançar a iluminação, bastasse integrar-se à Grande Vida do Universo, seria melhor apressar-se a morrer do que perseverar nos esforços. Obviamente, essa idéia é absurda.

A exigência natural da Alma

Todos nós sentimos na alma a exigência natural de estabelecer uma clara diferença entre uma pessoa que se entrega à devassidão e acaba destruindo a si própria e outra que se esforçou constantemente até alcançar a iluminação espiritual. Essa exigência natural é tão lógica quanto a lei matemática que determina que dois são dois e não três. Nossa alma intui o que é correto e o que é errado, e essa intuição não falha. Por isso, sentimos o anseio natural, a necessidade premente, de nos aprimorarmos cada vez mais, e nos esforçamos para atender a essa necessidade. E, na busca do aperfeiçoamento, o que a nossa alma intui como sendo correto está de acordo com a Verdade. A alma é superior ao corpo. Portanto, não há dúvida de que ela não se extingue com a morte física.

Porque o homem não deseja a morte

A exigência natural da alma é o anseio por algo cuja existência o ser humano intui por meio da cognição transcendental.

Ninguém quer morrer. O desejo de viver é inerente a todo ser humano. Algumas pessoas dizem que querem morrer e tentam o suicídio. Mas, na verdade, elas também desejam viver; amarguradas com as circunstâncias que não lhes permitem viver da maneira como gostariam, recorrem ao ato extremo pensando em acabar com sua angústia. Pode-se dizer que é uma manifestação distorcida do desejo de viver plenamente. O desejo de viver é um anseio latente no âmago de nosso ser; trata-se de algo inato, transcendental, e não algo que se adquire pela experiência. Nossa essência é a Vida, e a Vida é uma energia que deve ser manifestada. Por isso, é inerente em todos o desejo de viver.

O desejo de progredir

O desejo de progredir também é inerente ao ser humano. Os meios para progredir na vida variam conforme as pessoas. Existem jovens que se dedicam aos estudos visando obter boas notas, moças que desejam encontrar um bom partido e constituir família, homens que querem conseguir um bom emprego e fazer sucesso na carreira. Há também os que preferem aperfeiçoar-se nos estudos a empenhar-se na carreira profissional.

São diferentes manifestações do desejo de se aprimorar, de evoluir. Se lhes perguntarem: “Por que querem progredir?”, não saberão explicar prontamente o motivo e dirão que simplesmente sentem necessidade de melhorar. Isso prova que o desejo de progredir é algo inato, ou seja, é uma exigência natural que vem do âmago da Vida, e nesse fato existe um significado profundo. Sabemos que, com o aprimoramento, nossa Vida adquire maior valor — em outras palavras, o aprimoramento implica aquisição de valor e nunca é inútil. Por isso, desejamos nos aprimorar. Pode-se apresentar diversos argumentos ou teorias a respeito do desejo de progredir. Mas o ponto fundamental é reconhecer que todos trazem latente em si esse desejo, tendo ou não consciência disso. Até mesmo vermes ou insetos aparentemente inúteis possuem o impulso de se desenvolver. E é por isso que ocorre o processo de evolução. Por que existe em todas as pessoas o desejo de progredir? Se o progresso conquistado nesta vida fosse anulado totalmente com a morte física, não seria lógico as pessoas sentirem a necessidade íntima ou o impulso natural de progredir. Se as pessoas são movidas por essa necessidade, esse impulso, é porque elas sabem, a priori, que o valor pessoal adquirido com seu progresso e seu aprimoramento nesta vida jamais será anulado.

Cada um de nós vive como um indivíduo, passa por experiências e treinamentos peculiares, acumula méritos e conquista o valor pessoal. É inconcebível que esse valor seja anulado com a morte do corpo carnal. O lógico é cada um conquistar o valor próprio, de acordo com seu grau de progresso: quem avançou dez passos deve obter o valor correspondente a esse empenho; quem avançou trinta passos, o valor correspondente a esse esforço, e assim por diante. Podemos afirmar que os valores peculiares que cada pessoa conquistou com esforços próprios passam a fazer parte da sua Vida individual, a qual não se extingue com a morte física; e que, por termos consciência disso, empenhamo-nos na busca do aprimoramento pessoal. Assim, considerando tanto o ponto de vista filosófico como o da ética prática, afirmamos que a Vida com características pessoais continua a existir mesmo após a morte do corpo.

(Fonte: A Verdade, vol. 5) - Do livro Você é Dono de Potencialidade Infinita pp. 48-53

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A História das coisas.



Você já se perguntou de onde vêm e para onde vão as coisas que consumimos? Até quando vai existir matéria-prima? O documentário A História das Coisas esclarece bem a situação.

Parte 1

http://www.youtube.com./watch?v=jROc509oYkw&feature=related

Parte 2

http://www.youtube.com./watch?v=lDED73H3CHc&feature=related

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Om


Na Índia, o mantra Om está em todas partes. Hindus de todas as etnias, castas e idades conhecem perfeitamente o seu significado. Ele ecoa desde a noite das idades em todos os templos e comunidades ao longo do subcontinente.

Om é a vibração primordial, o som do qual emana o Universo, a substância essencial que constitui todos os outros mantras, sendo o mais poderoso de todos eles. Ele é o gérmen, a raiz de todos os sons da natureza.

Com Om vamos até o fim o silêncio de Brahman (o Absoluto). O fim é imortalidade, união e paz. Tal como uma aranha alcança a liberdade do espaço por meio de seu fio, assim também o homem em contemplação alcança a liberdade por meio do Om.

Como fazer a vocalização correta sem nunca haver escutado este mantra da boca de alguém que sabe? O mantra se faz numa exalação profunda, e sempre em ritmo regular. Após a exalação vem uma inspiração nasal prolongada. Não pode haver tremor na voz ao repetir o mantra. A nota musical em que se emite o som não interessa em absoluto. É aquela que resultar mais natural para você. Quando houver mais pessoas junto, todos devem tentar afinar-se.

O Om começa com a boca aberta, emitindo um som mais parecido com um A, mantendo a língua colada no fundo da boca e a garganta relaxada. O som nasce no centro do crânio, se projeta para frente e vibra na garganta e no peito. Após alguns segundos de vocalização, a língua deve recolher-se para trás. Assim, aquele som similar ao A, se transforma numa espécie de O aberto, que vai fechando progressivamente.

No final, sem fechar a boca, a língua bloqueia a passagem de ar pela garganta e o som se transforma em um M, que em verdade não é exatamente um M, mas uma nasalização. Esta nasalização se chama anunásika em sânscrito, que significa literalmente com o nariz, e deriva da palavra násika, nariz. Mais claro, impossível. Em verdade, o mantra poderia grafar-se Aoõ. Neste ponto, o ar sai pelas narinas e o som vibra com mais intensidade no crânio. Aconselhamos que você treine colocando uma mão no peito e a outra na testa para perceber como a vibração vai subindo conforme o mantra evolui.

Porém, se você prestar atenção à vibração que acontece durante a vocalização, perceberá que ao emitir a letra o inicial (que começa como um A, não esqueça), a nasalização do M já está contida nela. Ou seja, é um som que se faz com o nariz, e não uma letra M. Ao perseverar na vocalização, você sentirá nitidamente que a vibração se origina no centro da cabeça e vai expandindo até abranger o tórax e o resto do corpo. Resumindo, o Om começa com a boca aberta e termina com ela entreaberta.

Fonte > http://pt.wikipedia.org/wiki/Om

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Imagem Verdadeira (Jissô)


A expressão "Imagem Verdadeira", a princípio, é uma tradução da palavra japonesa "Jissô". Uma tradução mais completa dessa palavra é "Aspecto Verdadeiro que exprime a Perfeição Original criada por Deus". Na Seicho-no-ie, aprendemos a verdade que somos Filhos de Deus, e que sempre fomos e seremos originariamente perfeitos. Fomos criados por Deus à sua imagem e semelhança. Portanto, somos espiritualmente perfeitos como Deus, por natureza. Assim, a imagem de homem pecador, doente, limitado, mortal e sofredor é falsa e transitória, pois não está em conformidade com sua verdadeira natureza. Mas a imagem de Filho de Deus, que expressa Perfeição e Harmonia, a imagem do homem tal como Deus o criou, isento de pecado, doença e morte, consiste a verdadeira imagem espiritual do homem, isto é, sua "Imagem Verdadeira". A "Imagem Verdadeira" não se refere somente à natureza humana, mas à de todas as coisas que possuem verdadeira existência, isto é, todos os seres e todas as coisas que foram criados por Deus. É a condição de Perfeição e Harmonia conforme Deus os criou. Dentro dessa natureza Original e Própria de cada um, os seres e coisas realmente existentes são a Vida de Deus.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Cem recomendações para a vida (Mestre Hsing Yün)


1.Descubra seu maior defeito e disponha-se a corrigi-lo.
2.Escolha até três exemplos de vida e determine-se a segui-los.
3.Tenha força e sabedoria para resistir às tentações do mundo.
4.Cultive a força da tolerância de forma a compreender, aceitar, assumir responsabilidades, ter determinação e melhorar as circunstâncias externas. Então, passe a cultivar a tolerância pela vida, a tolerância por todos os darmas e a tolerância pelos darmas não-surgidos de maneira a transformar o cultivo da tolerância em força e sabedoria.
5.Aprenda a se adaptar à pressão externa e não se deixe afetar por ela.
6.Seja ativo e destemido. Pense antes de agir.
7.Envergonhe-se do que ignora, do que é incapaz, do que o torna impuro e rude.
8.Faça com freqüência algo que toque o coração das pessoas.
9.Sinta-se bem sob qualquer circunstância, siga as condições corretas, esteja sempre livre de aflições e faça tudo com alegria no coração.
10.Ser corajoso e virtuoso é ter a capacidade de admitir os próprios erros.
11.Aprenda a aceitar perdas, falsas acusações, contratempos e humilhações.
12.Não inveje aqueles que praticam boas ações ou dizem boas palavras. Tenha sempre na mente, bondade e beleza.
13.Não empurre os outros para a beira do abismo; ao contrário, dê-lhes espaço para recuar — um dia eles poderão lhe ajudar.
14.Sirva àqueles que desejam fazer o bem, compartilhe um objetivo. Favoreça os outros e respeite seus anseios.
15.Seja amável e humilde ao relacionar-se com as outras pessoas. Expresse bondade em seu semblante e em sua fala.
16.A capacidade de doar traz abundância verdadeira.
17.Importe-se apenas com o que é certo ou errado; não se fixe em perdas e ganhos.
18.Deixe de lado pensamentos egoístas e dedique-se à justiça, à verdade e ao bem comum.
19.Viaje pelo mundo sob o céu estrelado. Vivencie a prática da procissão de mendicância pelo menos uma vez na vida.
20.Abra mão de todas as suas posses ao menos uma ou duas vezes na vida.
21.A cada quatro ou cinco anos, empreenda uma viagem sozinho.
22.Não se deixe cegar pelo amor. Não se traia por dinheiro.
23.Não bata de frente com as coisas — aprenda a arte de ser sutil.
24.Não há êxito sem persistência, diligência e determinação.
25.Desenvolva autoconfiança, expectativas em relação a si mesmo e metas pessoais.
26.Procure ouvir boas palavras e jamais esqueça o que elas significam.
27.Não desperdice o seu tempo. Faça planos e use o tempo com sabedoria.
28.Seja sempre sensato, pois a sensatez é imparcial e igual para com todos.
29.Lembre-se dos erros cometidos. Tenha-os sempre em mente para não repeti-los.
30.Seja qual for a sua função, desempenhe-a bem. Não olhe para os lados.
31.Faça tudo com boa intenção, verdade, sinceridade e beleza.
32.Não se apegue ao passado. Olhe sempre adiante.
33.Lute sempre pelos seus objetivos e vá longe.
34.Planeje sua carreira, use seu dinheiro com sabedoria, purifique seus sentimentos e não se apegue a fama e riqueza.
35.Desenvolva compreensão e visão corretas. Não se deixe levar cegamente pelos outros.
36.Renuncie a apegos insensatos e aceite a verdade com mente humilde.
37.Não faça intrigas nem espalhe rumores. Não se deixe influenciar por eles.
38.Aprenda a desenvolver sua mente, reformar seu caráter, recuar e dar guinadas em na vida.
39.Cultive méritos por meio de doações que estejam de acordo com sua capacidade, função, disposição e condição.
40.Creia profundamente no Darma e contemple todas as virtudes. Nunca faça o mal; pratique sempre o bem.
41.Não culpe os céus nem os outros por sua infelicidade, pois tudo tem sua causa e seu efeito.
42.Pense no bom e belo ao invés de pensar no que é triste e penoso.
43.Conquiste ao menos três tipos de habilitação ao longo da vida, como, por exemplo, para guiar automóveis, cozinhar, digitar, cuidar de enfermos, exercer a medicina, o magistério, o direito, a arquitetura etc.
44.Aprenda a articular bem a fala e a escrita. Aprenda a ouvir, a apreciar, a pensar, a cantar, a pintar e a desenvolver habilidades. Quanto mais se aprende, melhor. Aprenda, ao menos, metade disso tudo.
45.Leia ao menos um jornal por dia, para se manter em dia com o mundo.
46.Leia pelo menos dois livros por mês.
47.Mantenha uma rotina diária.
48.Cultive hábitos regulares de sono e alimentação.
49.Pratique exercícios físicos.
50.Mantenha-se longe de cigarro, álcool, pornografia e drogas. Administre e controle sua própria vida.
51.Pratique meditação por, pelo menos, dez minutos todos os dias.
52.Passe, pelo menos, metade de um dia sozinho, uma vez por semana.
53.Ao menos uma vez por mês, pratique o vegetarianismo, para nutrir seu coração de compaixão.
54.Ajude os outros e faça o bem sem esperar nada em troca.
55.Compartilhe sua alegria e compaixão com os demais.
56.Mantenha a capacidade de se auto-avaliar sob qualquer circunstância.
57.Reze pelos desafortunados, onde quer que você esteja.
58.Seja preciso em suas observações. Considere todos os ângulos e seja tolerante e compreensivo em relação aos outros.
59.Aprecie a vida, cuide dela e não a maltrate jamais.
60.Use seu dinheiro e suas posses com sabedoria. Não desperdice nem gaste demais.
61.Em tempos de alegria, contenha a sua fala; no infortúnio, não despeje sua raiva sobre os outros.
62.Não enalteça seus próprios méritos nem aponte os erros alheios.
63.Não inveje nem suspeite. Méritos advêm das realizações e da ajuda aos outros.
64.Não seja ganancioso em relação às posses alheias, nem mesquinho em relação às suas.
65.Demonstre coerência entre atitude e pensamento. Não seja iluminado na teoria e ignorante na prática.
66.Não fique sempre pedindo ajuda aos outros. Busque ajuda dentro de si mesmo.
67.Faça de sua própria conduta um bom exemplo. Não espere benevolência dos outros, mas de si mesmo.
68.Cultivar bons hábitos é a melhor maneira de manter uma vida íntegra e saudável.
69.É melhor ser não-inteligente do que não-compassivo.
70.A mente otimista é contemplada com um futuro brilhante.
71.Construa seu próprio destino. Corra atrás das oportunidades ao invés de esperar que elas caiam do céu.
72.Controle suas emoções e seu humor: não se deixe levar por eles.
73.Elogio e ofensa fazem parte da vida. Não se apegue a eles — conserve sempre a paz interior.
74.A doação de órgãos ajuda a prolongar a vida além de propiciar recursos para as vidas de outros seres.
75.Ouça o que os outros têm a dizer e anote a essência do que eles dizem.
76.Olhe para si mesmo antes de acusar os outros. Somente uma avaliação honesta de seus méritos e de méritos lhe dá o direito de julgar os demais.
77.Cumpra suas promessas.
78.Não viole o direito dos outros para beneficiar a si próprio. Favorecer os demais, às vezes, é imperioso.
79.Não sinta prazer em ridicularizar os outros. Ao contrário, aprenda a fazê-los felizes.
80.Não critique, por inveja, a benevolência do outro. Respeite-o e siga seu bom exemplo.
81.Não use de traição para obter vantagens.
82.Os privilégios devem, antes de tudo, ser oferecidos às outras pessoas.
83.Aprenda a aceitar as desvantagens. Saiba que, na verdade, elas são vantagens.
84.Não se apegue a perdas e ganhos. Não faça comparações entre o que você e os outros têm ou deixam de ter.
85.Seja sincero, impetuoso e educado.
86.Harmonia, paz e tranqüilidade são a chave para o relacionamento com as pessoas.
87.Respeito, reverência e tolerância são a tríade para manter boas relações com o mundo.
88.A raiva não resolve problemas. Somente uma mente tranqüila e pacífica pode ajudar você a lidar com a vida.
89.Relacione-se com pessoas virtuosas e bons mestres.
90.Não contamine os outros com sua tristeza, nem leve preocupações para a cama.
91.Busque prazer e alegria em tudo o que faz, e transmita isso a todos.
92.Seja grato aos benevolentes e aos que prestam auxílio. Deixe-se tocar por seus atos virtuosos.
93.Dê um toque de serenidade a tudo o que você fizer na vida.
94.Não existe dificuldade ou facilidade absolutas. O esforço transforma dificuldade em facilidade, enquanto a indolência torna o fácil difícil.
95.Ajude seus vizinhos e sua comunidade e participe dos eventos locais. Assim, você se tornará um voluntário da humanidade.
96.Só a humildade gera o bem. A arrogância não traz nada mais que desvantagem.
97.Aproxime-se de mestres virtuosos. Ouça-os, seja leal e não os desacate.
98.Ajudar os outros é ajudar a si mesmo. Ter consideração pelos outros significa cuidar e amar a si próprio.
99.Dê aos jovens oportunidades e ofereça-lhes orientação sempre que necessário.
100.Cuide de seus pais e seja amoroso com eles.

Fonte > http://hsingyun.dharmanet.com.br/cem.htm

terça-feira, 20 de janeiro de 2009




Estado de Graça [ 10-10-2008 ]

Estou caminhando pela Praia de Graçandu, Rio Grande do Norte. Um lugar encantador, onde a luz faz moradia de uma forma como não há em nenhum outro lugar. Sim, a luminosidade possui uma presença quase mística por lá.

No final de tarde, na companhia do vento forte, do som das ondas e de um pequeno “maçarico” (pássaro que se alimenta de pequeninos crustáceos á beira mar) que parece seguir meus passos enquanto caminho, tive uma das experiências mais contemplativas dos últimos anos. Ao longo de quatro dias presenciei o que os antigos cabalistas chamavam de hitbodedut (isolamento). Esse isolamento era uma busca por destacar-se das rotinas exatas que nos condicionam e procurar uma descontaminação da mesmice do dia-a-dia. Podemos dividir esse “isolamento”, em diversas categorias, entre elas, sonora, sensorial e visual. Uma espécie de “retiro” existencial que todos deveriam fazer pelo menos uma vez por ano. Enquanto ando pelas areias de Graçandu, penso no estrangulamento visual há que estamos acostumados.

E penso que, da mesma forma como devemos cuidar das coisas que comemos e do ar que respiramos, deveríamos também estar atentos as paisagens que contemplamos. A pergunta que deveríamos nos fazer com freqüência: Com o que os nossos olhos se alimentam?

A verdadeira vivencia espiritual depende de uma combinação de fatores essenciais para a vida e uma busca pela graça, a beleza.
É fácil achar a graça em Graçandu, eu sei. Mas é possível fazer isso em muitos lugares, em paisagens virgens aos olhos.

Dedique um tempo, que seja, de sua vida para contemplar a beleza de novas paisagens, isso vale por muitas meditações. Caminhar ao som do mar contemplando os movimentos do pequeno maçarico que saltitava ao recuo das ondas e bicava a areia a procura de alimentos foi uma oração cheia de beleza e luz.

Coloque o colírio da vida em seus olhos, carregue suas energias de luz e verá como isso contribuirá para sua iluminação. Faça uma terapia visual buscando um período de conforto, beleza e conteúdo espiritual em suas paisagens.

Você se sentirá livre por um bom tempo. Foram tantos meses lutando com monstros e olhando para abismos que quase não me dei conta que o abismo depois de um certo tempo também começa a olhar para você.

Apaixone-se pela vida, alimente-se de novas paisagens.

Mario Meir

Fonte > http://www.academiadecabala.com.br/cronica.php

sábado, 17 de janeiro de 2009

Bob Marley

Deixe fluir...


Não tenho me preocupado muito em saber para onde vou, como durante tanto tempo eu me preocupei. Curiosamente, experimento uma confiança de estar seguindo na direção do caminho que é meu, como nunca antes eu senti. Não há grandes acontecimentos que sinalizem isso. Apenas sinto. Apenas confio.
Estou aprendendo, ainda que com os inevitáveis tropeços de todo aprendiz, a permitir que o meu coração tenha mais espaço para me mostrar por onde ir.

Tenho deixado com mais freqüência que me conduza, porque ele faz isso sem esforço algum. Há uma leveza rara disponível nessa entrega. Ainda insisto, incontáveis vezes, no antigo e desgastante vício de tentar controlar tudo. Mas quando consigo simplesmente fluir no movimento espontâneo da vida, sinto que estamos conectados com uma inteligência amorosa, presente em tudo o que vive. Não sabemos de nada, mas ela sabe. E atrai para o nosso caminho as experiências, os encontros, o aprendizado de que precisamos para assoprar as densas nuvens que nos afastam do contato com o amor. Tudo se apresenta na medida e no momento adequados para que a nossa história seja desenhada com os traços que têm a ver com a nossa alma.

Em alguns pontos do caminho, vivenciamos circunstâncias desastrosas. Não temos idéia de como fomos parar lá. Ficamos enraivecidos, tristes e assustados. Pensamos em desistir, porque achamos que somos uma idéia que não deu certo e que a vida não vale a pena. Quando o vento passa e, mais tranqüilos, olhamos para trás, às vezes percebemos que o vento foi forte e também útil. Por mais incrível que pareça, sem ele talvez não soubéssemos outra maneira de sair do lugar. Percebemos que acaso é só um nome que arranjamos para chamar aquilo que ainda não conseguimos entender.

Texto de Ana Jácomo
http://anajacomo.blogspot.com/

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009


Ganesha - ou Ganesh - filho de Shiva e Párvati, é o deus do sucesso, sabedoria e superação de obstáculos, mas é também associado com a visão, aprendizado, prudência e força. Como deus do sucesso, seu nome é invocado no início de um evento importante. Como removedor de obstáculos, ele é invocado ao começo de qualquer jornada, casamento, ritos religiosos, construção de casas, a escrita de um livro ou mesmo uma carta.
A lenda conta que Ganesha era um menino muito bonito. Sua beleza era tão mágica e sua presença tão doce, que as pessoas não prestavam atenção na sua sabedoria e nem escutavam seus ensinamentos. Ficavam cativadas pela sua beleza sobrenatural.Para evitar isso, Shiva cortou sua cabeça e colocou a do elefante no lugar. Dessa forma, todos os que se aproximassem dele seriam libertados por sua sabedoria e não ficariam encantados pela aparência sedutora, mas ilusória. Quem buscasse seu concurso seria pelo objetivo do crescimento espiritual e não mais pelas firulas da vaidade.

.

Simbolismos do Ganesha:
Grandes orelhas: ouça mais
Grande cabeça: pense grande
Olhos pequenos: concentre-se
Boca pequena: fale menos
Machado: corta fora todas as ligações acessórias
Mão em posição de bênção: bênção e proteção para o caminho espiritual supremo
Grande estômago: digestão pacífica de todo o bem e mal na vida
Corda: Colocar você mais próximo de sua maior vitória
Uma presa: reter o bem, descartar o mal
Tromba: grande eficiência e adaptação
Rato: desejo. A menos que, sob controle, pode causar frustração, você deve segurar o desejo e mantê-lo sob controle e não permitir que ele controle sua vida.

Fonte >> http://katiabueno.blogspot.com/search/label/Religi%C3%A3o

Você tem o hábito de juntar objetos inúteis no momento, acreditando que um dia (não sabe quando) poderá precisar deles?
Você tem o hábito de juntar dinheiro só para não gastá-lo, pois no futuro poderá fazer falta?
Você tem o hábito de guardar roupas, sapatos, móveis, utensílios domésticos e outros tipos de equipamentos que já não usa há um bom tempo?
E dentro de você?
Você tem o hábito de guardar mágoas, ressentimentos, raivas e medos?
Não faça isso. É antiprosperidade.
É preciso criar um espaço, um vazio, para que as coisas novas cheguem em sua vida.
É preciso eliminar o que é inútil em você e na sua vida, para que a prosperidade venha.
É a força desse vazio que absorverá e atrairá tudo o que você almeja.
Enquanto você estiver material ou emocionalmente carregado de coisas velhas e inúteis, não haverá espaço aberto para novas oportunidades.
Os bens precisam circular. Limpe as gavetas, os guarda-roupas, o quartinho lá do fundo, a garagem.
Dê o que você não usa mais.
A atitude de guardar um monte de coisas inúteis amarra sua vida.
Não são os objetos guardados que emperram sua vida, mas o significado da atitude de guardar.
Quando se guarda, considera-se a possibilidade da falta, da carência.
É acreditar que amanhã poderá faltar, e você não terá meios de prover suas necessidades.
Com essa postura, você está enviando duas mensagens para o seu cérebro e para a vida: primeira, você não confia no amanhã e; segunda, você acredita que o novo e o melhor não são para você, já que se contenta em guardar coisas velhas e inúteis.
Desfaça-se do que perdeu a cor e o brilho e deixe entrar o novo em sua casa e dentro de você!
"As pessoas são solitárias porque constroem paredes ao invés de pontes."

Texto de Joseph Newton

Fonte >> http://katiabueno.blogspot.com

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009



Certo dia, à margem de um tranqüilo lago solitário, a cuja margem se erguiam frondosas árvores com perfumosas flores de mil cores, e coalhadas de ninhos onde aves canoras chilreavam, encontraram-se quatro elementos irmãos: o fogo, o ar, a água e a terra. - Quanto tempo sem nos vermos em nossa nudez primitiva - disse o fogo cheio de entusiasmo, como é de sua natureza. É verdade - disse o ar. - É um destino bem curioso o nosso. À custa de tanto nos prestarmos para construir formas e mais formas, tornamo-nos escravos de nossa obra e perdemos nossa liberdade. - Não te queixes - disse a água -, pois estamos obedecendo à Lei, e é um Divino Prazer servir à Criação. Por outro lado, não perdemos nossa liberdade; tu corres de um lado para outro, à tua vontade; o irmão fogo, entra e sai por toda parte servindo a vida e a morte. Eu faço o mesmo. - Em todo o caso, sou eu quem deveria me queixar - disse a terra - pois estou sempre imóvel, e mesmo sem minha vontade, dou voltas e mais voltas, sem descansar no mesmo espaço. - Não entristeçais minha felicidade ao ver-nos - tornou a dizer o fogo - com discussões supérfluas. É melhor festejarmos estes momentos em que nos encontrarmos fora da forma. Regozijemo-nos à sombra destas árvores e à margem deste lago formado pela nossa união. Todos o aplaudiram e se entregaram ao mais feliz companheirismo. Cada um contou o que havia feito durante sua longa ausência, as maravilhas que tinham construído e destruído. Cada um se orgulhou de se haver prestado para que a Vida se manifestasse através de formas sempre mais belas e mais perfeitas. E mais se regozijaram, pensando na multidão de vezes que se uniram fragmentariamente para o seu trabalho. Em meio de tão grande alegria, existia uma nuvem: o homem. Ah! como ele era ingrato. Haviam-no construído com seus mais perfeitos e puros materiais, e o homem abusava deles, perdendo-os. Tiveram desejo de retirar sua cooperação e privá-lo de realizar suas experiências no plano físico. Porém a nuvem dissipou-se e a alegria voltou a reinar entre os quatro irmãos. Aproximando-se o momento de se separarem, pensaram em deixar uma recordação que perpetuasse através das idades a felicidade de seu encontro. Resolveram criar alguma coisa especial que, composta de fragmentos de cada um deles harmonicamente combinados, fosse também a expressão de suas diferenças e independência, e servisse de símbolo e exemplo para o homem. Houve muitos projetos que foram abandonados por serem incompletos e insuficientes. Por fim, refletindo-se no lago, os quatro disseram: - E se construíssemos uma planta cujas raízes estivessem no fundo do lago, a haste na água e as folhas e flores fora dela? - A idéia pareceu digna de experiência. Eu porei as melhores forças de minhas entranhas - disse a terra - e alimentarei suas raízes. - Eu porei as melhores linfas de meus seios - disse a água - e farei crescer sua haste. - Eu porei minhas melhores brisas - disse o ar - e tonificarei a planta. - Eu porei todo o rneu calor - disse o fogo - para dar às suas corolas as mais formosas cores. Dito e feito. Os quatro irmãos começaram a sua obra. Fibra sobre fibra foram construídas as raízes, a haste, as folhas e as flores. O sol abençoou-a e a planta deu entrada na flora regional, saudada como rainha. Quando os quatro elementos se separaram, a Flor de Lótus brilhava no lago em sua beleza imaculada, e servia para o homem como símbolo da pureza e perfeição humana. Consultaram-se os astros, e foi fixada a data de 8 de maio - quando a Terra está sob a influência da Constelação de Taurus, símbolo do Poder Criador - para a comemoração que desde épocas remotas se tem perpetuado através das idades. Foi espalhada esta comemoração por todos os países do Ocidente, e, em 1948, o dia 8 de Maio se tomou também o "Dia da Paz".

*Fonte >> http://www.viacapella.com.br/lotus.asp

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Sutra Sagrada - Autor: Masaharu Tanigushi (Seicho-No-Ie )


DEUS
O Deus da criação
transcende os cincos sentidos, e também o sexto sentido;
Sagrado, Supremo, Infinito.
Espírito que permeia o Universo, Vida que permeia o
Universo, Verdade, Luz, Sabedoria, Amor Absoluto,

- Isto é a grande Vida.
Sendo essa a natureza verdadeira de Deus Absoluto,
Quando Deus se revela, realizam-se
O bem, A justiça, A misericórdia

Por si se instala a harmonia
Ajusta-se cada um em seu respectivo lugar e não há
dissensões, não há quem lese o próximo, não há
quem sofra, não há que seja miserável.

Deus é o todo de tudo
Sendo Deus o todo de tudo e o absoluto, nada há
além de Deus.

Deus cobre toda a realidade.
De tudo aquilo que há, nada há que não tenha
sido criado por Deus.

Deus, ao criar todas as coisas,
não usa barro, não usa madeira, não usa martelo
não usa cinzel, não usa ferramenta nem matéria
prima de espécie alguma.

Cria unicamente com a Mente
A Mente é o Criador de tudo, A mente é a substância
que preenche o Universo.
A Mente é Deus onipotente e onipresente.

Quando a Mente deste Deus onipotente, deste
Deus perfeito, entra em vibração e se torna palavra,
desenvolve-se todo o fenômeno e todas as coisas
passam a ser.

Todas as coisas são Mente de Deus , tudo é palavra
de Deus, tudo é espírito, tudo é Mente, não há quem
seja feito de matéria.

A matéria é apenas sombra da mente , ver a sombra
e considerá-la Realidade é ilusão.

Cuidai para que não vos apegueis à Ilusão.

A Realidade é Eterna, por isso não perece,
A Ilusão é efêmera e em breve se desfaz.

A Realidade, porque é livre, não conhece sofrimentos
A Ilusão, porque é uma forma de apego , é farta
de dores.

A Realidade é Verdade. A Ilusão e falsidade
A Realidade transcende os cincos sentidos; transcende
inclusive, o sexto sentido e não se projeta a percepção
do homem.


ESPÍRITO
Os sentidos não captam senão projeções da mente.
Mesmo que vejais a imagem de um espírito pela
vidência, não estareis vendo a realidade. tudo que
podeis perceber através dos sentidos são projeções
da mente e não a Realidade Prima.

Existem várias imagens espirituais , existem espíritos
doentes, existem espíritos sofredores , espíritos que
não têm estômago e sofrem de doença gástrica,
espíritos que não têm coração e sofrem de doença
cardíaca, tudo isso é ilusão .

Se um desses espíritos influenciar alguém,
a pessoa influenciada apresentará ou uma doença
gástrica , ou uma doença cardíaca.

Mas, os vários espíritos sofredores que aparecem
na vidência, não são a realidade Prima, são sombras
de ilusões motivadas por crenças errôneas.

A mente que está em ilusão profunda, dá forma a
sua crença e manifesta uma imagem falsa.

Porém, seja qual for o aspecto manifestado, a
falsidade e eternamente falsa e jamais será a
realidade.

Não temais o que não é realidade.
Não considereis Real o que é irreal.

Enfrentai o irreal com o Real.
Enfrentai a mentira com a Verdade.
Enfrentai a aparência com a Essência.
Enfrentai a treva com a Luz.

Nada existe além do Real que destrua o irreal
Nada existe além da Essência que destrua a aparência.
Nada existe além da verdade que destrua a mentira.
Nada existe além da Luz que prove a inexistência da treva

Ensinai a eles a essência da vida é o próprio Deus e
é perfeição.
Ensinai que neste mundo não há pecado que tenha
sido cometido, nem a pecado a ser resgatado, porque
Deus é o todo, porque Deus não cria o pecado, porque
não há outro criador senão Deus.

Quando todas as vidas do Universo e todos os espíritos
do Universo verem essa verdade, e despertarem para
essa verdade e destruírem todas as ilusões mentais, as
quais constituem a causa de todos os sofrimentos, os
deuses todos derramarão coros de Verdades, os seres
vivos todos deste mundo verão a Luz, desaparecerão
todos os embaraços e este mundo, assim mesmo como
é , será o reino da Luz.

MATÉRIA
Não tomeis por realidade a matéria que percebeis
através dos sentidos.

A matéria não e´substância da coisa, não é vida,
não é verdade, na matéria em si não existe inteligência,
nem existe sensibilidade.

A matéria é afinal o "nada" e nela não existe qualidade
inerente.
O que atribui qualidade à matéria é a mente, e somente ela.

Pensando-se em saúde na mente, aparece a saúde.
Pensando-se em doença na mente, aparece a doença.

Esta circunstância se assemelha à tela cinematográfica, em
que aparece um lutador se nela for projetado um lutador, ou
um doente se nela for projetado um doente; porém o filme
cinematográfico em si é incolor e transparente, e nele não
existe lutador nem doente; as diversas imagens resultantes
da reação do sensibilizador que cobre o filme incolor e
transparente é que fazem aparecer ou a figura do lutador,
ou a figura do doente.

Porém, tanto o saudável lutador como o débil doente são
sombras que aparecem pela reação do sensibilizador e não
são a realidade.

Se colocardes no projetor um filme incolor e transparente
que não tenha imagens resultantes da reação do
sensibilizador e na tela projetardes esse filme , não
aparecerá o saudável lutador que em breve envelhece e
morre, nem aparecerá, é evidente , doente debilitado algum.

O que existirá na tela será unicamente a própria luz, a
própria Vida, que brilhará resplandecentemente

Compreendei-vos, agora mesmo, que vossa Vida é coisa
superior á do saudável lutador, por mais saudável que
esteja um lutador; desde que ele veja o corpo como
realidade, desde que veja o corpo como seu eu; ele é
um elemento perecível e não é verdadeiramente saudável.

A saúde verdadeira não está na matéria, não está no corpo;
a Vida verdadeira não está na matéria, não está no corpo;
vosso Eu verdadeiro não está na matéria, não está no corpo.
No âmago da matéria, no âmago do corpo, existe um ser
sumamente perfeito e maravilhoso.
Este, sim, é o vosso Eu perfeito, exatamente como Deus o
criou e é Vida eternamente saudável e imperecível.

Transcendei-vos, agora mesmo , a matéria e despertai para
a essência de vossa própria vida.

REALIDADE
A Realidade é eterna, a Realidade não adoece,
a Realidade não envelhece, a Realidade não morre,
ao fato de conhecer esta verdade se diz conhecer o
caminho.

A realidade porque é universal, é chamada Caminho.
O Caminho está com Deus; Deus é o Caminho é a
Realidade.

Aquele que conhece a Realidade, aquele que vive na
Realidade, transcende a desintegração e será
eternamente perfeição.

A vida conhece a vida e não conhece a morte.
Vida é sinônimo de Realidade.

A Realidade não tem principio nem fim, não se extingue
nem morre; por isso, a Vida também não tem principio
nem fim, não morre nem desaparece.

A Vida não está contida na escala do tempo, não está
contida na escala da caducidade, o tempo, pelo
contrário , está na palma das mãos da Vida, a qual
cerrada se torna um ponto e, aberta, se torna infinita.

Aquele que acredita ser jovem logo rejuvenescerá, e
aquele que se crê senil logo envelhecerá.

Também o espaço não é coisa que limite a Vida.
Pelo contrário, o espaço nada mais é que uma " forma
de reconhecer" criada pela própria Vida.

A Vida é senhor, o espaço é súdito.
As corporificações das idéias emitidas pela Vida e
projetadas no espaço dá-se o nome de matéria.

A matéria é originalmente nada e não possui
autonomia nem força.

O que faz parecer que a matéria possua autonomia e
também força para dominar a Vida é a " distorção"
ocorrida na ocasião da passagem da Vida por aquela
"forma de reconhecer".

Vede corretamente a Essência da Vida, sem vos apegar
a essa "distorção".

Aquele que conhece a Essência da vida transcende a
causalidade e alcança a liberdade harmoniosa da Vida
que é originalmente sem distorções.


SABEDORIA
A Sabedoria é Luz de Deus, é Luz que acompanha a
Realidade , é Luz infinita e onipresente que desconhece
restrições, porque não conhece restrições , está
presente em todas as coisas e ilumina todas as coisas.

O homem, sendo filho da Luz, e porque está sempre na
Luz, desconhece a escuridão, desconhece tropeços,
desconhece embaraços; como os anjos que passeiam
no céu como os peixes que nadam no oceano, passeia
no Mundo da Luz, pleno de Luz cheio de alegria.

Sendo a sabedoria Luz da iluminação espiritual, é
Verdade que ilumina e extingue as trevas da ilusão.

Somente a Verdade é Realidade.
A ilusão sendo apenas falta de conhecimento da
verdade, é tal qual um pesadelo.
Despertai do pesadelo.
Ocorrendo a iluminação espiritual , imediatamente este
mundo se torna o Paraíso pleno de luz , e o homem
revela a sua essência que é Vida plena de Luz.

Deus, Luz de infinita e universal Sabedoria,
Bem sem limitação,
Vida sem limitação,
Substancia de todas as coisas , é também Criador de
todas as coisas; por isso, Deus está presente em todos
os lugares.

Deus, é a onipresente Substância e também o
Criador, por isso :
unicamente o Bem é Força,
unicamente o Bem é Vida,
unicamente o Bem é Realidade ; logo;
não existe Força que não seja Bem,
não existe Vida que não seja Bem, e também
não existe Realidade que não seja Bem.

Força que não seja Bem , isto é, força que traz
infelicidade, não passa de pesadelo.

Vida que não seja Bem, isto e´a doença, não
passa de pesadelo.

Todas as desarmonias e imperfeições nada mais
são que pesadelos.

Sendo o pesadelo aquilo que dá força ativa à
infelicidade , à doença , à desarmonia , à imperfeição,
estas se assemelham às diabólicas opressões que , em
sonho, podem nos fazer sofrer, mas ao despertarmos,
percebemos que não existe força alguma para nos
oprimir; nós é que nos oprimimos com a nossa própria
mente.

Em verdade, as forças maléficas, a força que oprime a
nossa vida , a força que nos faz sofrer , não são forças
que realmente existem de modo objetivo; nada mais
são que dores criadas em nossa própria mente e
sofridas pela nossa própria mente.

Nas doutrinas que admitem Buda, chama-se a isto ilusão;
nas doutrinas que admitem Deus, chamam-no pecado.

Diz-se ilusão por não se conhecer verdadeiramente a
perfeita e harmoniosa Essência da Vida.

Diz-se pecado por se encobrir e não revelar a perfeita e
harmoniosa Essência da Vida.


ILUSÃO
Supor existente o que é inexistente, nisso consiste a ilusão
Diz-se ilusão o desconhecimento da Verdade.

Embora o prazer e a dor não estejam na matéria, julgam
que eles são pertinentes a matéria, ora perseguindo o prazer,
ora fugindo da dor
- a tal pensamento invertido se dá o nome de ilusão.

Embora a Vida não esteja na matéria, imaginam que ela
está na matéria
- a esse equívoco se diz ilusão.

Na verdade, a matéria está na mente.
Embora a mente seja senhor da matéria e todas as formas e
naturezas da matéria sejam criações da mente, acreditam
que a mente é dominada pela matéria, sofrem ou se
angustiam segundo as mudanças materiais e não
compreendem que a Essência de si próprio e de sua vida é
perfeição e Harmonia - a isso se diz ilusão.

A ilusão é ausência de Luz porque é o oposto da Verdade.
A ilusão é irreal porque se opõe a Realidade.

Tivesse a ilusão existência real, a dor e a angústia que
nascem da ilusão teriam também existência real.
Porém, porque a ilusão é ausência da Realidade, dor e
angústia são apenas pesadelos que certamente se desfarão
e não são a realidade.

PECADO
"Tem o pecado existência real?"
- indaga um querubim.

Ouve-se a voz do Anjo que assim responde:
Tudo que verdadeiramente existe são somente Deus e o
que vem de Deus.
Sendo Deus a perfeição, tudo que foi criado por Deus é
perfeição também.

Então pergunto: Considerais perfeição o pecado?
Responde o Querubim:
"Mestre, o pecado não é perfeição".

Prossegue o Anjo:
O pecado não é Realidade porque é imperfeição,
a doença não é Realidade porque é imperfeição,
a morte não é Realidade porque é imperfeição,
não considereis Realidade o que não foi criado dor Deus.

Não vos atemorizeis imaginando aquilo que é inexistente,
como num pesadelo.

Pecado, doença e morte, porque não são criações de Deus,
são irrealidades, são falsidades, embora usem a máscara
da Realidade.

Vim para arrancar essa máscara e mostrar a irrealidade do
pecado, da doença e da morte.

No passado, veio Sakyamuni com essa mesma finalidade.
Jesus Cristo também veio com essa finalidade.

Se o pecado existisse realmente , nem os budas todos do
Universo conseguiriam extingui-lo; nem mesmo a Cruz de
Jesus Cristo conseguiria extingui-lo.

Porém sois felizes, pois que o pecado é irrealidade , sombra
da ilusão, os budas todos do Universo remiram os homens
e bem extinguiram seus pecados.

Também Jesus Cristo usando apenas de palavras ,disse:
" São-te perdoados os teus pecados .

Eu também através da Palavra, e pelo poder da Palavra
revelo a natureza do pecado e faço com que o pecado
volte ao seu nada original.

Aquele que lê minhas Palavras extingue todos os pecados
pois, conhece o Aspecto Verdadeiro da Realidade .

Aquele que lê minhas Palavras extingue todas as doenças,
pois conhece o Aspecto Verdadeiro da Vida, supera a
morte e vive eternamente.

HOMEM
Eu sou a Verdade,
sou o Anjo enviado pela Verdade.
Sou a Luz que emana da Verdade.
sou a Luz que extingue a ilusão.
Sou o Caminho,
aquele que cumpre Minha Palavra não se afasta
do Caminho.
Sou a Vida;
aquele que bebe em mim não adoece, não morre.
Sou a Redenção;
aquele que chama por Mim será remido e viverá
no reino de Deus.

Tendo assim pregado o Anjo, torna o Querubim a indagar:
"Mestre, esclarecei a natureza real do homem".

Responde o Anjo:

O homem não é matéria ,
não é corpo carnal,
não é cérebro,
não é célula nervosa,
não é glóbulo sanguíneo,
não é célula muscular.

Nem o conjunto de tudo isso.
Conhecei bem a Essência do homem:

o homem é espírito,
é vida,
é imortalidade,
Deus é Fonte Luminosa do homem
e o homem é Luz emanada de Deus.

Não existe fonte luminosa sem luz,
nem existe luz sem fonte luminosa.

Assim como luz e fonte luminosa são um só corpo.
Deus e o homem são um só corpo.
Porque Deus é Espírito, o homem também é Espírito.

Porque Deus é Amor, o homem também é Amor.
Porque Deus é Sabedoria, o homem também é Sabedoria.

O Espírito não é peculiar à matéria,
O Amor não é peculiar à matéria,
A Sabedoria não é peculiar à matéria.

Portanto, o homem que é Espírito, que é Amor, que é
Sabedoria, nada tem a ver com a matéria.

O homem verdadeiro,
porque é Espírito,
porque é Amor,
porque é Sabedoria,
porque é Vida,
é incapaz de pecar.
é incapaz de adoecer.
é incapaz de morrer.

Há quem diga "Pecador! Pecador!".
Deus não criou pecador algum,
por isso, neste mundo não existe um pecador sequer.
O pecado é contrário à natureza verdadeira de filho
de Deus, a doença é contrária à natureza verdadeira
da Vida, a morte é contrária à natureza verdadeira
da Vida, pecado doença e morte não passam de
sombras das ilusões da mente que, em sonho, imagina
coisas inexistentes.

No mundo absoluto de Deus,
Deus e Homem são um só corpo,
Deus é a Fonte da Luz
e o homem é a luz emanada de Deus.

A ilusão fundamental que faz o homem ter o pesadelo
de que o pecado, a doença e a morte são existências
verdadeiras surgiu, em tempos remotos, da teologia
segundo a qual o homem é feito do pó da terra, e ,
nos dias atuais , da ciência moderna segundo a qual
o homem é feito de matéria.
Isso constitui a ilusão inicial que leva o homem a
imaginar o pecado, a doença , e a morte.

Quando se destrói essa ilusão inicial, é destruída a
causa fundamental do pecado, da doença e da morte
e estes voltam ao nada original.

Ao lerdes e conhecerdes a verdade,
se sois curados de doenças , e porque se destrói a
ilusão inicial, não existirá ilusão seguinte .
Não existindo ilusão alguma, porque o homem e
originariamente puro,
mesmo que deseje pecar, é incapaz de pecar;
não existindo ilusão alguma, porque o homem é livre
de doença,
mesmo que deseje adoecer , é incapaz de adoecer.

Não existindo ilusão alguma,
porque é originariamente Vida eterna,
é incapaz de morrer.

Portanto homens da face da terra, procurai com fervor
o vosso corpo verdadeiro, que é Espírito;
não procurais na matéria nem na carne, que são
produtos de ilusões.

Cristo disse " O Reino de Deus está dentro de vós".

Em verdade, em verdade, vos digo:
"Dentro de vós" é a "natureza verdadeira do homem"
é o homem Real.

Dentro de vós . isto é, a "natureza verdadeira", é
Homem Deus.

Aquele que o procura no exterior é um perseguidor
de ilusões e não consegue alcançar eternamente o
Reino de Deus.

Aquele que procura alcançar o Reino de Deus na
matéria é um perseguidor de ilusões e não consegue
edificar eternamente o Reino de Deus.

Cristo disse também:
" O meu reino não é deste mundo".
O Reino deste mundo não passa de simples sombra.
O Reino paradisíaco existe somente no interior.
Somente reconhecendo no interior o reino paradisíaco
aparecerá no exterior o reino paradisíaco como
projeção desse reconhecimento.
Somente reconhecendo no interior a Vida de saúde
infinita aparecerá externamente, no corpo, a saúde
perfeita como projeção desse reconhecimento.

Os cinco sentidos do homem não vêem senão o
"mundo da projeção".
Desejando purificar o "mundo da projeção", deveis
purificar a matriz da mente e eliminar as nódoas da
ilusão.

Eu vi que o mundo da matéria é realmente efêmero,
vi que o mundo da matéria nada mais é que sombra.

Vi também que o homem e luz emanada de Deus.
Vi também que o corpo é apenas sombra da mente.

A matéria nada mais é que sombra em mutação,
semelhante a sombra correntia do caleidoscópio.

Portanto vendo a sombra , não a considereis Realidade.
O homem, na sua essência, é Homem Deus,
é Espírito, eterno, indestrutível e imortal, e não é
máquina feita de matéria, nem é matéria preexistente,
em que se alojou o espírito;
tal dualismo é totalmente errôneo.

A matéria é antes, sombra do espírito, produto da mente,
assim como o casulo é produto do bicho-da-seda;
Não é no casulo preexistente que se aloja o bicho-da-seda;
o bicho-da-seda é que, expelindo o fio constrói o casulo e
nele se aloja.

Também o homem, cuja natureza real é Vida-Espírito
forma o casulo de carne tecendo os fios da mente e nele
instala a si próprio;
somente então o Verbo se faz carne.

Sabei claramente que o casulo não é o bicho-da-seda,
portanto que a carne não é o homem e não passa de
casulo do homem .
Em chegando a hora, assim como o bicho-da-seda rompe
o casulo e alça vôo como inseto adulto,
o homem também rompe o casulo de carne e ascende ao
mundo espiritual.

Não façais, em absoluto, da morte do corpo a morte do
homem.
Porque o homem é Vida,
Jamais conhece a morte,
segundo a mente,
segundo a oportunidade,
segundo a necessidade,
manifesta no corpo e no ambiente variadas situações,
porém a Vida em si não adoece,
a Vida em si não morre,
segundo a mudança da mente, livremente podeis
modificar vossa saúde e vosso ambiente.
Porém, chegará por fim a hora
em que a Vida não mais necessitara do casulo de carne.
Neste momento,
a Vida romperá o casulo de carne e ascenderá a um
mundo de muito maior liberdade.
Não façais disso a morte do homem.
Porque a essência do homem é Vida,
jamais lhe ocorre a morte.

Enquanto assim fala o Anjo,
ouve-se ecoar no céu uma sublime música angelical,
caem pétalas , não se sabe de onde , como que
glorificando as Verdades pregadas pelo Anjo.
(Fim da sutra sagrada)

Rogamos que as santas bênçãos desta se estendam
a todos seres vivos,e que nos juntamente com todos
eles, consigamos manifestar a Perfeição Interior.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A Meditação Universal


"A verdade purificadora"

Ao observarmos nossa respiração, começaremos a descobrir que a nossa mente e corpo estão num contínuo estado de agitação. Ao nos aprofundarmos na investigação da verdade, verificaremos que a nossa agitação está também presente nos níveis mais sutis. A meditação baseia-se na descoberta da verdade. A verdade de cada momento tal como ele é realmente.

Através da meditação é possível uma compreensão e o início da erradicação das causas dos sofrimentos, profundamente enraizados no subconsciente. Yoga é uma arte de viver pacífica e harmonicamente conosco mesmo e com os outros.

A mente, por estar condicionada aos padrões dos velhos hábitos, continua a ligar-se aos pensamentos do passado ou no futuro; que são irreais, gerando enorme quantidade de desejos, aversões e ilusões.

Ao observarmos nossa respiração, estando a mente no momento carregada de impurezas e entrando em contato com este ponto, durante algum tempo, ocorre uma grande explosão. O simples ato de observar a respiração, faz com que o yoguin diminua a intensidade das causas do sofrimento e ao entrarmos cada vez mais profundamente para dentro de nós mesmos, as impurezas da mente começam a ser erradicadas. A respiração é um indicador do estado mental. Quando a mente está agitada, a respiração também estará; se ela volta ao normal, a respiração também voltará. A respiração pode nos levar ao campo do conhecido para o desconhecido, ela é a ligação entre a verdade revelada e a irrevelada.

A observação da respiração é uma meditação universal.

Cada pessoa deve substituir a fé-cega, a ilusão e a imaginação pela simples observação da verdade de cada momento, tal como ela é, trabalhando assim a sua evolução, tornando-nos conscientes do todas as "causas" e conseqüentemente de todos os defeitos.

As reações cegas ocorrem por estarmos tremendamente apegados à nossa imagem e ego. Continuamente tentamos estabelecer nossa imagem na mente dos outros. Nossa imagem, nossos sonhos e o apego por eles é que geram o sofrimento. Através do esforço constante na meditação poderemos finalmente chegar à raiz dos nossos problemas, libertando-nos deles. A observação da causa leva-nos à sua erradicação. Observar sem reação, sem mais criar impressões conscientes da presente realidade, na sua espontânea manifestação, pode desenvolver o equilíbrio mental, cessando assim o sofrimento.

Se você for dominado por alguma emoção muito forte, tente apenas observá-la e observe as sensações em alguma parte do corpo. Permita que as coisas se manifestem de acordo com as leis da natureza. Assim como surgiram elas desaparecerão como as tempestades; apenas observe com paciência e serenidade, pois tudo é impermanente e passageiro.

O que existe é um fluxo constante de fenômeno impessoal. Ao compreendermos profundamente dentro de nós como o sofrimento é gerado, compreenderemos também como poderemos eliminá-lo através da sabedoria e da observação interior, sem criar reatividade, apenas observar, observar...


Fonte >> http://www.geocities.com/karate_shotokan_br/meditacao.htm

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O sentido da Auto-observação


Nesta lição aprenderemos sobre um precioso sentido que todos possuímos, mas que infelizmente, pelo seu total desconhecimento e conseqüente desuso, está atrofiado.
Felizmente, conforme vamos voltando a usar este sentido, este vai novamente se desenvolvendo e é como se fossemos abrindo gradualmente uma janela em nós mesmos, a qual por muito tempo permaneceu fechada e agora permite que um pouco de luz entre e ilumine nosso mundo interior, e dessa forma vamos conseguindo enxergar pouco a pouco tudo o que ali existe.

Conforme mais exercitamos este sentido mais a janela se abre e conseqüentemente mais luz entra, e assim vamos enxergando cada vez mais e mais coisas que até então estavam ocultas e que nem remotamente suspeitávamos que existiam.
Esse sentido é chamado de auto-observação e compreender este tema é básico e fundamental.
Não é possível nos conhecermos a fundo sem utilizar o sentido da auto-observação.

Mas afinal, o que vamos observar em nós?
Através da auto-observação iremos ver e sentir o que se passa nos centros da máquina humana, nos cinco centros inferiores que estudamos na lição anterior.
E como veremos nesta lição, nestes centros a todo instante algo está ocorrendo, e na maioria das vezes sem nosso conhecimento e muito menos consentimento.

E como fazer a auto-observação?
Não há uma técnica para se fazer a auto-observação.
Simplesmente, conhecendo quais são os centros da máquina humana (intelectual – motor – emocional – instintivo – sexual), passamos a observá-los, ou seja, dirigimos nossa atenção para estes centros a fim de percebermos quais sentimentos e pensamentos estão se manifestando ali.
Para isso não é necessário parar de fazer o que estamos fazendo, seja em casa, no trabalho ou em qualquer lugar que se esteja.
Praticando a auto-observação você verá que este sentido nos permite ver e sentir extraordinariamente o que se passa dentro de nós e, ao mesmo tempo, ter total atenção no mundo exterior e ao que estamos fazendo.
Na verdade, como a prática lhe mostrará, se consegue ter muito mais atenção e concentração no que estamos fazendo quando estamos em auto-observação.

Agora que já estamos com nossa atenção dirigida para nossos centros, devemos observar o que está ocorrendo ali, sejam pensamentos ou sentimentos.
Conforme vimos na lição anterior, os defeitos psicológicos atuam nos centros da máquina humana, nutrindo-se da energia destes centros e causando muitos malefícios físicos e psicológicos.
Quando dizemos atuam, isso significa que provocam, dependendo do centro e da natureza do defeito psicológico, certos tipos de pensamentos, sentimentos, etc., às vezes incrivelmente amargos e dolorosos o suficiente para causar um profundo sofrimento.

A título de exemplo, relacionamos abaixo o que podemos observar de mais comum em cada um dos cinco centros da máquina humana:


  • Centro Intelectual: pensamentos mórbidos e negativos, para com você mesmo e para com as outras pessoas, como a ira, a luxúria, a inveja, a cobiça, a desonestidade, a traição, o roubo, a maledicência, etc.
    Devemos também observar como os pensamentos mudam rapidamente. Pensamos a maior parte do tempo nas coisas que fizemos ou que vamos fazer, no que vimos na televisão, o que deveríamos ter falado ou vamos dizer a fulano, enfim uma sucessão de pensamentos sem controle e normalmente ligados ao passado ou ao futuro.
    Toda essa confusão de pensamentos e imagens mentais são também causadas pelos defeitos psicológicos e podem desgastar muito uma pessoa.

  • Centro Motor: basicamente neste centro o que podemos observar são movimentos feitos mecanicamente, de forma automática, sem ter atenção sobre eles.
    Um exemplo clássico é quando dirigimos um carro e ao mesmo tempo estamos pensando em várias outras coisas e, no entanto, continuamos a trocar as marchas, acelerar, frear, etc., tudo feito de forma automática.
    Agora podemos nos perguntar: Por que uma pessoa ultrapassa um sinal vermelho sem se dar conta e provoca um acidente?
    Por que uma pessoa atravessa a rua sem perceber que um carro está vindo em sua direção e é atropelada?
    Essas coisas só acontecem porque as pessoas não estão conscientes de seus movimentos, de seu centro motor. Precisamos nos esforçar por fazer os movimentos com atenção.

  • Centro emocional: emoções negativas de todo o tipo como o ódio (ainda que sutilmente disfarçado), a inveja, o medo (não importa do que seja), a angústia, a ansiedade, a impaciência, o apego a coisas e pessoas, preocupações, sentimentos exagerados, etc.
    Um mesmo defeito psicológico pode atuar, por exemplo, primeiro no centro emocional, depois no centro intelectual e em seguida no centro motor. Por exemplo, quando alguém diz algo que não gostamos.
    Ficamos bravos (centro emocional) e logo pensamos em reagir ou ficamos pensando em muitas coisas que deveríamos ter falado, feito, etc. (centro intelectual).
    Podemos ficar mais identificados ainda com a situação e fazer gestos ou mesmo brigar.
    Observe neste exemplo que toda a máquina humana foi controlada pelo ego como se fosse uma marionete, passando a controlar primeiramente o centro emocional, depois o intelectual e por fim o centro motor.
    Se estivermos em auto-observação veremos que isso acontece a todo o momento.

  • Centro Instintivo: neste centro o que observamos é o exagero ou abuso de certos instintos naturais.
    Vejamos por exemplo o instinto materno, que faz com que naturalmente uma mãe zele pela sobrevivência de seu filho. O abuso deste instinto seria expresso na forma de uma super-proteção por parte da mãe, fazendo com que ela cuide e se preocupe exageradamente com seu filho, mesmo quando este já possui idade suficiente para cuidar de si mesmo.
    Mais comum é o abuso do instinto de sobrevivência, que entre outras coisas, nos diz que devemos nos alimentar para sobreviver.
    Neste caso os defeitos psicológicos atuam fazendo com que a pessoa se alimente em demasia, comendo muito mais do que necessita para sobreviver. É o conhecido defeito da gula.

  • Centro sexual: abuso das energias sexuais. A energia criadora do sexo é infinitamente a mais poderosa que possuímos e que o ego gasta bestamente vendo filmes, cenas, anúncios, explicita ou implicitamente pornográficos ou imorais, pensamentos mórbidos, conversas desonestas, etc.
    O abuso das energias sexuais leva, cedo ou tarde, à impotência sexual.

No começo conseguimos nos auto-observar muito pouco, talvez algumas vezes por dia apenas. Isso varia de pessoa para pessoa, depende do quanto está atrofiado este precioso sentido.
Porém, com a prática, esse tempo de auto-observação vai gradualmente aumentando e passamos a nos autoconhecer cada vez mais, jogando mais luz em nosso interior e vendo como realmente somos interiormente.

E quando estamos em auto-observação e percebemos a atuação de algum defeito psicológico, o que fazer para que este seja eliminado?
No decorrer do curso aprenderemos, como já mencionado na lição anterior, a técnica do morrer psicológico, através da qual podemos eliminar cada defeito psicológico que conseguimos perceber atuando em nós.
Por isso desde já pratique muito a auto-observação, exercite e desenvolva este sentido porque dele dependerá sua mudança interior.


Fonte >> http://www.divinaciencia.com/licao.php?cmd=1&id=4&ref=autoconhecimento

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Do mestre.


Os Vedas afirmam que, para haver crescimento espiritual, é necessário que o conhecimento seja transmitido do mestre ao discípulo. A tradição deve ser passada através do parampará ou seja, o mestre, que aprendeu com seu mestre, revela o conhecimento sagrado a seus estudantes.

Nesta tradição, o mestre é chamado de Guru, aquele que dissipa as trevas e nos ajuda a retirar dos olhos o véu da ignorância sobre quem realmente somos. Dizem que quando estamos prontos, o mestre aparece... Isso faz com que os estudantes se juntem aos pés deste ou daquele mestre, formando o satsangam, a "reunião em boa companhia", que existe desde que o Yoga existe.

Há milhares de anos aqueles sábios se retiraram em suas cavernas e meditaram incansavelmente para conseguirem codificar o conhecimento do Ser em escrituras e sutras para que não se perdesse e pudesse ser transmitido. Criaram assim o sânscrito, concebido a partir dos sons que eram captados deste profundo silêncio. Os sons da natureza e das divindades.

Depois estes sábios ensinavam a seus alunos, que experimentavam por si mesmos e ensinavam a seus próprios alunos e assim se fez o parampará. Este é um conhecimento que só se aprende através da experiência. A filosofia do Ser não se completa nos bancos da Academia.

Assim, grupos que se identificavam por razões diversas, seguiram este ou aquele guru e o conhecimento védico se espalhou chegando até os dias de hoje e até nós, praticantes do mundo ocidental. Como é tão natural no Ocidente, apropriamo-nos desta cultura milenar e fizemos dela um produto. E como vivemos numa sociedade do espetáculo, alguns gurus tornaram-se celebridades, cultuados como superstars e muitas vezes endeusados como detentores da verdade absoluta e incontestável. Segue-se seus passos como ovelhas atrás do pastor.

No entanto, o verdadeiro mestre não segue a corrente, não esta na mídia nem acumula fortunas, muito menos quer ditar moda a quem quer que seja. Ele vive recluso, dedicado a seus alunos e a suas especulações filosóficas. Porque ele sabe que o conhecimento não se esgota nunca, mas vai se transformando, se aprofundando, como a própria vida. Portanto, a sadhana deve ser diária, o esforço em se manter no caminho da retidão deve ser maior do que a acomodação com o que já se conquistou. O verdadeiro mestre trava lutas diárias com seu ego para não confundir iluminação com sucesso.

E necessário ter muito discernimento para rejeitar os holofotes em troca da luz difusa da caverna e preferir o silêncio aos aplausos, afinal palmas soam como Bach aos ouvidos de qualquer um. Assim, quando escolhemos a sangha a que vamos pertencer, devemos deixar a intuição falar mais alto do que seguir sonambulamente atrás da propaganda mais bem feita ou da embalagem mais atraente.

O verdadeiro mestre vive conforme o que prega. Há coerência em todas as suas escolhas e, ao invés de querer seguidores a seu serviço, inspira os alunos para que se tornem mestres de si mesmos. A única coisa que nos diferencia dos animais é a nossa capacidade de discernimento. Somos adultos e livres para fazermos escolhas que nos tornarão pessoas melhores e transcender os condicionamentos que nos aprisionam nesse samsara que é a vida na terra.

Somos responsáveis por nossas escolhas, assim como por cada um de nossos atos e pensamentos. Tudo é karma. Tudo gera uma reação. Mas se ouvirmos a voz da intuição, se formos movidos pelo amor e pela empatia, saberemos escolher a nossa sangha e poderemos compartilhar da sabedoria de nossos mestres com respeito e discernimento.

Namaste!


*Fonte: http://www.yoga.pro.br/artigos.php?YogaId=b121a718a7cdb967dd15a3c7603f921e&cod=800&secao=3023